Em nome da indignação
Para: Direção da RTP; Provedoria de Justiça; Provedor do Telespetador; Comissão de Assuntos Constitucionais da Assembleia da República e Ministério Público
Nós cidadãos portugueses vimos por este meio manifestar a nossa indignação pelo modo como a RTP 1 e 3 transmitiram em simultâneo uma entrevista no dia de ontem 15 de Dezembro ao candidato presidencial André Ventura realizada pelo jornalista J. Adelino Faria.
A RTP 1 e 3 é um serviço público com chancela constitucional paga pelos nossos impostos. Deve reger-se por princípios de objectividade, isenção, imparcialidade e qualidade informativa. Qualquer desvio a estes princípios é intolerável em democracia e um insulto aos valores constitucionais pelos quais o povo português se rege e ao destino do dinheiro que paga.
O referido jornalista em vez de entrevistar o candidato assim prestando um serviço à comunidade democrática em que vivemos, agrediu-o. Bombardeou-o com perguntas tendenciosas e provocatórias, atentatórias até da sua honradez pessoal e do seu bom-nome. Foi conscientemente protagonista de um espectáculo degradante e grotesco que violou ostensivamente as mais elementares regras pelas quais se deve pautar a prestação de um serviço público de comunicação social financiado pelos contribuintes desprezando ainda o código deontológico dos jornalistas.
É a legalidade democrática que está em causa. A RTP não é um palco para o Sr. J. Adelino Faria pisar os princípios constitucionais e legais que vinculam a sua actividade.
A RTP não pode ficar indiferente à gravidade desta afronta. Por respeito ao povo português exigem-se medidas concretas e adequadas à situação a tomar pela própria RTP em nome da dignidade do serviço que presta. O Sr. J. Adelino Faria é indigno de pertencer à classe dos jornalistas em qualquer regime democrático e de direito
Os milhões de espectadores da RTP não podem tolerar violações aos mais elementares princípios do serviço público televisivo. Em nome da democracia e do Estado de Direito o Sr. Faria não pode ficar impune.
Foram contactados a Provedoria de Justiça, a Comissão de Assuntos Constitucionais da Assembleia da República e Ministério Público a fim de serem daqui retiradas as consequências devidas. Mas deve ser a própria RTP a dar o exemplo de repúdio de espectáculos antidemocráticos, degradantes e intolerantes.
(existe outra petição a decorrer, com o mesmo intuito, Intitulada: Expulsão do jornalista João Adelino de Faria do serviço público - para reforçar a mensagem recomendamos que assine ambas caso concorde https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT104494)