Petição contra o recolher obrigatório
Para: Ex.mo Senhor Presidente da República; Primeiro-Ministro; Presidente da Assembleia da República; Srs. Deputados do Parlamento da Assembleia da República;
Carta aberta à Nação
Sr. Presidente da República Portuguesa
Sr. Primeiro Ministro
Sr. Presidente da Assembleia da República
Srs. Deputados
Ilustres cidadãos
Caros Srs, a história da humanidade ensina-nos que mais do que um bom nome, os acontecimentos são definidos ao longo do tempo pelo legado de cada ser humano, e é em tempos negros como o que atravessamos, nesta fase da história da humanidade, que a coerência, a sensatez, o espírito de entre-ajuda e o equilíbrio, são ferramentas essenciais para a travessia de um episódio marcante, como o que estamos a viver!
Sabemos que as tendências surgem sempre primeiro nos principais países da Europa e que Portugal ???? é quase sempre um dos últimos países, onde esses mesmos acontecimentos chegam, e isso - antes pelo contrário - é uma vantagem para Portugal ???? porque, poderá ver e analisar as reações dessas mesmas tendências/medidas e avaliar os benefícios para a Nação.
O acontecimento mais recente deste exemplo são os “lockdown”.
Comparando o acontecimento pelos vários países da Europa, facilmente concluímos que o “lockdow” sendo temporário ou não, apenas tem contribuído para o sucessivo aumento de casos covid!
É evidente que a reação mais instintiva de qualquer ser humano restringido de horários e com necessidades, é o caos, o pânico e o desequilíbrio, ou seja, a afluência em massa!
A lógica é tão elementar como 2+2 serem igual a 4!
Considerando as características deste vírus, já todos sabemos que ele tem preferência por aglomerações em espaços fechados!
Há que analisar também a proporcionalidade da medida aplicada, onde a premissa é a de salvar vidas humanas e abrandar o contágio pelo vírus. Esta última ja apresentei um outro ponto de vista onde a própria restrição de horários tem uma maior probabilidade de efeito direto no aumento de casos, e a primeira, coloca em causa a própria vida dos cidadãos, com efeito direto negativo na sua economia, que são o motor deste país!
Nesta breve reflexão, poderemos concluir que a medida mais sensata passaria justamente pelo inverso do “lockdown”.
O aumento dos horários nos serviços seria uma medida mais sensata e proporcional às circunstâncias, em conjunto com uma mensagem transparente e de carácter de sensibilização a toda a nação, promovendo a segurança e o equilíbrio!
A medida em si, promoveria um efeito de clareza, de organização e de segurança na população, evitaria os aglomerados, naturalmente haveriam menos pessoas em contato e menos possibilidades de transmissão do vírus!
Estando consciente do aumento de custos que esta medida implicaria às entidades empregadoras, o estado poderia reduzir a carga fiscal, canalizar os fundos do instituto do fundo de desemprego e ou, da segurança social, como por exemplo, os fundos do layoff, de modo a dar sustentabilidade e a proporcionar equilibro à medida proposta... porque é de vidas humanas que estamos a falar e a importância do bem estar geral!
Na medida em que os meios justificariam o fim, compete-nos usar todos os recursos viáveis e disponíveis em prol da premissa... Ultrapassar esta crise sanitária e evitar uma futura crise econômica!
Estando certo, de que esta é também a intenção de quem nos governa e de toda uma nação, apelo à características mais humana que define um cidadão... O coração e a consciência de um bom ser humano, pelo que solicito que os lockdowns sejam substituídos pelo alargamento dos horários dos demais serviços que nós cidadãos necessitamos durante as mais variadas circunstâncias diárias de cada um de nós!
Digníssimos representantes, é facto que vivemos uma época desconhecida com inúmeras incertezas acerca “ do inimigo que nos tirou a tranquilidade e a paz de espírito” provou ser um inimigo invisível, como tal, a reação mais natural tem sido a de nos “escondermos” aguardando pela armadura que nos escudará contra a ameaça (vacina) no entanto, ao longo de todo este tempo, aprendemos que “este inimigo” não é mortífero, embora represente perigo ao bem estar da população.
A estratégia que tem vindo a ser aplicada ao longo deste tempo, não se tem mostrado eficaz.
Creio estar na altura de repensarmos a nossa estratégia, porque esta não é a forma mais lógica de reagirmos.
Estamos a sacrificar liberdades, a economia o direito à vida e o bem estar geral, na expectativa de que venhamos a ganhar tempo até a solução surgir (vacina) mas a que preço e a que custo, implicará esta estratégia!?
Tendo em conta que a letalidade deste inimigo não é alta e que, a maior parte dos feridos recupera com relativa facilidade e que, não poderemos continuar a sacrificar mais o bem estar geral, porque estamos a potencializar o seu prejuízo com as medidas e a estratégia que têm sido adoptadas, o mais sensato e coerente seria o de melhorarmos a nossa capacidade de resposta natural, porque tem vindo a provar-se que temos capacidade natural (sistema imunológico) para combater este inimigo (vírus).
Para os que não têm a mesma capacidade natural, melhorar as condições de quem os trata (hospitais) e por fim, sensibilizar a nação, tornando-a consciente dos reais perigos (comunicação social) proporcionando assim um ambiente de segurança e equilíbrio e contribuindo também para uma menor afluência, aos que tratam dos nossos ferimentos!
É ainda importante salientar, que a comunicação social deveria adoptar uma postura mais esperançosa na narrativa dos casos covid, mantendo o equilíbrio entre o número de contagiados mas, enaltecendo o número de recuperados, porque perante as circunstâncias é importante manter a fé a esperança e o equilíbrio!
Por fim, a história também nos ensina, que um povo unido, nunca foi vencido!
A todos os que chegaram até aqui, assinem, partilhando!
Um ser humano,
Alexis Trigueiro
08/11/2020