Pels reativação da Biblioteca Agostinho da Silva e sua dinamização
Pela reativação da Biblioteca Museu Agostinho da Silva
A Biblioteca Museu Agostinho da Silva desapareceu.
Foi o que as Edições Debalde descobriram ao pretenderem apresentar no âmbito do Orçamento Colaborativo 2021 um concurso literário.
Hora do conto para os séniores e para as crianças.
Lançamentos literários e a criação de um jornal impresso onde a segunda maior freguesia, da segunda maior cidade, agregaria a alfabetização, o imaginário, o fantástico mundo dos sonhos.
O projeto foi excluído sem chegar a existir.
A biblioteca tinha desaparecido.
Ocupando lugar de destaque no primeiro piso da Junta de Freguesia, foi depois para uma Universidade Intergeracional, e agora... O presidente gagueja... E não sabe onde está.
Este crime cultural é inqualificável e coloca os Ramaldenses sem acesso ao conhecimento vasto que o acervo disponibilizava.
A iliteracia em Ramalde, embora seja particularmente notória no grupo etário com idade superior a 65 anos, está presente em todos os grupos etários.
A política de educação tem contribuído para silenciar e invisibilizar a criatividade.
Foi negada às Edições Debalde campanhas de literacia e de inserção Humana no seu pleno e no seu sonho de poder expressar-se livremente.
Esta iliteracia forçada revela um mundo injusto, onde as desigualdades são, com frequência, naturalizadas e silenciadas.
O contacto com os Ramaldenses permite-nos perceber que a sua condição, resultante do contexto socioeconómico, é considerada pelos mesmos uma grande limitação na sua vida, geradora de um sentimento de tristeza que os acompanha.
Nesse sentido, a aprendizagem da leitura e da escrita revelou-se sempre um sonho por cumprir.
Estes elementos reforçam a importância de se assegurar o direito à aprendizagem da leitura e da escrita a todos os Ramaldenses, independentemente da sua idade, através das nossas sessões da Hora do Conto, Teatro, Oficinas de Escrita Criativa e Leituras encenadas, nesta freguesia onde a política prima por manter os ramaldenses confinados à iliteracia.
As edições Debalde continuarão a desconfinar a literatura em Ramalde.