Reforço do SNS e sem restriçoes à atividade e à liberdade
Para: Exmo Senhor Presidente da República e Exmo Senhor Primeiro Ministro de Portugal
Em Março passado, após sermos inundados com notícias de milhares de mortes em Itália e Espanha, onde apareciam imagens e vídeos de desespero nos hospitais, a população portuguesa ficou em alerta para uma ameaça da qual pouco se sabia, na altura. Por isso, muitos empresários inclusive fecharam as suas empresas para prevenir o contágio e evitar aquilo que se antevia como o pior cenário.
Entretanto, os senhores governantes conseguiram implementar o primeiro estado de emergência que foi não só aceite, mas pedido pela população.
Atualmente, no entanto, não estamos a viver a mesma situação. Se, por um lado, já se percebeu que o Covid19 não oferece o nível de perigosidade que se estimava, também o aumento assustador de pessoas que deixaram de ter meios de sobrevivência e a situação precária de muitos empresários, mostram que não podemos continuar a paralisar a economia, sob pena de destruirmos o que ainda resta dos setores que geram a riqueza nacional.
O exmo Senhor Presidente da República e o Exmo senhor Primeiro Ministro de Portugal, ao incentivarem novas paragens na economia, novas restrições à circulação e à liberdade e direitos básicos dos portugueses, estão a incentivar as dificuldades no acesso aos cuidados de saúde e a falência dos muitos pequenos negócios familiares que sustentam o país.
Assim sendo, apesar de compreender a exigência da situação vivida, considero-os diretamente responsáveis pelas consequências destas decisões ou outras que venham a tomar.
Devo lembrar ainda que o dinheiro público é dinheiro dos impostos que os portugueses pagam e, como tal, temos direito a ver salvaguardados os nossos direitos básicos, conforme está na Constituição da República Portuguesa, que os senhores têm obrigação de respeitar.
Neste contexto, peço, em nome de todos os portugueses, o seguinte:
1- Contratem mais médicos, enfermeiros e todo o pessoal de apoio necessário para apoiar os cidadãos nesta hora de dificuldade que atravessamos. Façam-no AGORA, Já! Com salários dignos e condições que sejam atrativas.
2- Acabaram os Estados de Emergência e de Calamidade e as restrições à liberdade individual dos portugueses, liberdade que um dia os senhores governantes juraram defender.
3- Acabaram os comunicados diários sobre o estado da pandemia, passando a ser mensais e incluindo as mortes por outras causas.
4- A Direção Geral de Saúde existe para gerir a saúde. Assim, nos comunicados aos portugueses, agradeço que transmitam informação clara, baseada em estudos científicos e fontes de reconhecido mérito, incluindo a informação das respetivas fontes. Se queremos uma sociedade mais avançada, urge dar as ferramentas aos cidadãos, ao invés de nos tratarem como acéfalos.
Muito obrigado por toda a atenção que acredito, dispensarão a estes pedidos, que penso serem do interesse de todos os cidadãos.
Os melhores cumprimentos
Elisabete Cruz