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Reformulação dos Processos Formativos dos Treinadores de Futebol em Portugal

Para: FPF / IPDJ / ANTF

O processo formativo dos treinadores de Futebol em Portugal está a criar um fosso de ambiguidade e injustiça cortando muitos sonhos e carreiras. Há que mudar algo!

Portugal tem crescido de ano para ano nas últimas décadas no contexto futebolístico. Se a qualidade técnica do jogador português bem como uma cultura de paixão pelo jogo foram grandes impulsionadores, o desenvolvimento e proliferação de bons treinadores em todos os níveis e patamares competitivos terá sido uma das principais razões. Treina-se e trabalha-se muito bem nesta área em Portugal. A FPF tem sabido orientar e canalizar o processo global e obtido êxitos por aí, mas parece estar a esquecer quem provocou este “Boom”.

Infelizmente a classe “treinadores de futebol” está habituada ao sacrifício, a ser mal paga, a seguir um sonho desenfreado sem estabilidade, a não ter qualquer proteção em momentos demasiadamente frequentes de incumprimentos salariais, etc… Mas agora, e nos últimos anos, tem visto também lhe ser travada a possibilidade de continuarem o seu processo formativo pelas entidades competentes.

A titulo de exemplo, no ano de 2017 havia em Portugal 440 treinadores UEFA A, enquanto que no país vizinho o número de treinadores com esta qualificação ultrapassava os 12000.

As normas referenciais da UEFA e do IPDJ determinam um processo formativo longo, dividido em 4 níveis, cada um deles com 3 componentes (formação geral, formação específica e formação prática), sendo 1 ano para a formação geral e específica, 1 época desportiva para o estágio, e mais 1 época desportiva (no mínimo de 6 meses) com experiência profissional com o nível em causa antes de se poder candidatar ao seguinte.

É compreensível também que Portugal, sendo um país de excelência no contexto futebolístico e amostra clara de competência técnica, torne os “seus” cursos ainda mais criteriosos em número de horas e exigência quando comparados com outros cursos por essa Europa fora.

O estranho, muito estranho mesmo, é a total incongruência entre este processo formativo e a realidade do treinador português. Não queremos criticar por criticar, não queremos dizer que está mal porque sim. Queremos sim um processo sério e coerente, focado e orientado para o centro desta questão: os treinadores de futebol.

Quando um treinador com 6 subidas de divisões em 8 anos, com uma carreira de sucesso desportivo evidente, com subida para os campeonatos profissionais e, mais recentemente, com a subida à 1ª Liga, com UEFA B há mais de 11 anos, como é o caso do Mister Luís Freire fica de fora do UEFA A, algo está mal. Algo está muito mal!

O número de curso abertos e vagas para UEFA A e UEFA Pro têm sido ridiculamente reduzidos. Há um claro desfasamento entre este número e a qualidade e ambição do treinador português. E isto condiciona muito o crescimento do percurso e carreiras de cada um e da nossa classe como um todo. Todos os anos há treinadores que chegam por competência própria aos campeonatos profissionais e não podem ser Treinadores Principais. Isso suceder-se-á enquanto as entidades competentes não olharem e analisarem esta situação. São essas próprias entidades que estão a criar e proporcionar estas situações de incumprimento e ilegalidade. Todos os anos centenas de treinadores portugueses perdem vagas de trabalho no estrangeiro para o treinador de outra nacionalidade por apenas terem “determinado” nível UEFA. São as entidades formadoras portuguesas a cortar as pernas e os sonhos ao Seu Treinador.

Bem sabemos que a Convenção de Treinadoras da UEFA 2020 aconselha a realização máxima de 1 Curso UEFA Pro de 2 em 2 anos com o número limite de 20 estudantes. Mas também sabemos que essa própria convenção, na alínea seguinte expõe que poderá haver excepções com justificações bem fundamentadas, numa demonstração clara de abertura ao diálogo e permissão para que haja mais vagas. Sabemos também que em relação aos restantes cursos, nada há a dizer acerca de restrições ou limitações.

Não queremos cair na simples critica ou conversa de café, mas sentimo-nos tremendamente desapoiados por uma FPF que não promove formações suficientes, ao mesmo tempo que dificulta e impede que esses treinadores procurem os mesmos cursos no estrangeiro, não revê competências em cursos realizados noutras Federações, passa informação repentina e sem tempo suficiente para que se preparem candidaturas e documentos oficiais obrigatórios, não tem ou não divulga qualquer plano de formações a médio longo prazo, nem responde a dúvidas, e-mails ou telefonemas deixando os treinadores na ignorância e na desinformação.

Por todas estas razões, pedimos e exigimos uma profunda discussão com o objetivo de aproximar os processos formativos da realidade nacional dos treinadores de futebol. É urgente abrir mais vagas, tornar os critérios de seleção mais justos e clarificar a seleção dos treinadores para os cursos.



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