Redução do IVA de 23% para 6% em obras de arte vendidas por galerias e representantes de artistas plásticos
Para: Presidente da República, Assembleia da República, Primeiro Ministro Exmo. Senhor Presidente da República Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Já de há muito vem este desleixo de estimação de Portugal para com o setor artístico-cultural, que nem em tempos de pandemia melhora.
Em pleno tempo de Covid-19 em que temos que ficar todos enjaulados é engraçado perceber o poder que o Estado tem e como este define o nível de (des)conhecimento cultural da sua população.
Ter atores, chefes de orquestra, músicos, pintores entre outros artistas a beneficiarem de isenção de IVA é sem dúvida um bom incentivo. Contudo, não compreendemos porque é que em 2019, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado, o IVA que baixou de 13% para 6% nas entradas em espetáculos de canto, dança, música, teatro, cinema, tauromaquia e circo, não foi aplicado às artes visuais/plásticas, nomeadamente às galerias de arte.
Enquanto espetáculos de canto, dança, música, teatro, cinema, e até PORNOGRAFIA beneficiam de IVA reduzido a 6%, os espetáculos das artes plásticas, neste caso exposições de arte, acabam por ser taxados a 23%, umas vez que sendo uma obra de arte um produto geralmente físico/palpável e'excluido de tal beneficio fiscal.
Não se admirem depois, das inúmeras obras vendidas em Portugal sem recibo. A maioria delas são vendidas assim não porque as galerias o queiram, mas porque os clientes assim o obrigam.
Esta petição tem como objetivo a redução do IVA de 23% para 6% em obras de arte vendidas pelos representantes de artistas plásticos e galerias.
Acreditamos que a cultura deve ser acessível a todos, sem discriminação.
Temos artistas plásticos e galerias de arte em Portugal de alto nível que necessitam de uma boa representação em ordem de vingar internacionalmente, mas com os trabalhos 23% inflacionados esse sonho fica sempre mais distante.
Basta de ter a cultura esquecida no panorama nacional.
Muito atenciosamente,
Mariana Custodio