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DAR VOZ AOS AVÓS ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS...

Para: empresas, ipss, idosos, familiares, jovens, cuidadores, assistentes sociais, órgãos directivos, trabalhadores sociais

Desde o dia 16 de Março de 2020 que, por Decreto-Lei, os Centros de Dia e de Convívio para a população sénior foram obrigados a suspender as actividades de animação e socialização com os seus utentes como forma de contenção da pandemia do Covid-19.

Mais de quatro meses depois, ninguém com responsabilidades ou a tutela no controlo da pandemia ou nas regras de desconfinamento, dá qualquer indicação, orientação ou informação sobre a forma, tempo ou modo de retoma dessas actividades essenciais à manutenção da qualidade de vida da população sénior. Entretanto, os “avós” continuam esquecidos, silenciados e abandonados: alguns desistem de tão longa espera e silêncio e entram em depressão, alguns morrem, as famílias e os cuidadores desesperam sem meios e respostas para lhes dar e as instituições que prestam apoio social – desde essa data ao domicilio – não tem qualquer informação ou esperança de adaptação para lhes dar e sabem que o silencio não é a forma de lidar com o problema e as soluções que, entretanto, surgiram de domiciliação pontual dos serviços não são solução para a “pandemia” do esquecimento, do medo e do isolamento social a que os idosos foram obrigados.

Num estado de direito, pensamos que todos os cidadãos devem ser tratados e ouvidos por igual mas, apesar dos idosos serem parte da população mais frágil, facto é que nada se diz, nada se faz, nada se indica... Os avós padecem de um silêncio que mata! Ouve-se dizer que "estamos a tratar desse problema mas a prioridade são as pessoas" mas se a prioridade são as pessoas e após tantas retomas de outras tantas respostas sociais, comércio, industria e serviços, é urgente dar voz a quem não tem voz e não sabe utilizar as redes sociais ou plataformas digitais para os ajudar: é obrigação de todos dar voz aos avós que não têm voz e que nos deram a vida! Quer os utentes, quer os familiares e cuidadores quer as instituições que lhes prestam apoio tem perfeita noção dos riscos a que os idosos estão expostos mas é urgente que lhes seja dada esperança de vida pensando, ouvindo e propondo soluções sobre quando, como e em que condições se prevê o regresso ao convívio e à animação nesses espaços de apoio social – com as necessárias regras de higiene, protecção individual e comunitária e as normas para a contenção de uma eventual infecção – ainda que, à semelhança de outras situações sociais, se tenha de recuar nos avanços feitos ou previstos!

A presente petição pública - também registada e disponível na plataforma da Assembleia da República em https://participacao.parlamento.pt/initiatives/1418 - tem como objectivo sensibilizar quem de direito – designadamente a Direção Geral da Saúde (DGS), o Ministério da Saúde (MS), o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) – para este problema social emergente daqueles que estão “presos” e abandonados ao domicilio e, aos poucos, mergulham numa depressão profunda e definham por não lhes ser permitido viver esta fase da vida autonomamente com a qualidade de vida a que tem direito. Em nome dos idosos, famílias, cuidadores e instituições que lhes prestam apoio assinamos esta petição e pedimos apenas a quem de direito que os ouçam e proponham soluções – antes que seja tarde demais – tendo presente quem nunca nos esqueceu, apoia e permanece ao nosso lado e está na origem do que hoje somos: os avós.

Bem hajam.
  1. Actualização #1 PETIÇÃO A CAMINHO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

    Criado em segunda-feira, 20 de Julho de 2020

    Esta petição foi também submetida a Sua Exª o Presidente da Assembleia da República para que seja presente ao Parlamento Português. Para a subscrever siga, por favor, para o link http://participacao.parlamento.pt/initiatives/1418




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