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Petição Criação de um Museu Arqueológico em Lagoa

Para: Município de Lagoa (Algarve)

Cidadãos lagoenses de nascimento ou acolhimento, residentes, amigos e visitantes do concelho de Lagoa,

10 canhões, cinco dos quais descobertos em 1992 por dois lagoenses de Ferragudo ao largo da praia do Pintadinho, a poente da Ponta do Altar, no litoral do concelho de Lagoa, foram recentemente classificados como conjunto de interesse nacional (CIN), com a designação «Tesouro Nacional».

A classificação destes bens culturais, aprovada pela Seção de Museus da Conservação e Restauro e do Património Cultural (SMUCRI) do Conselho Nacional de Cultura, foi publicada em Diário da República no passado dia 10 de março, vindo reforçar, volvidas quase três décadas, a importância do património arqueológico do concelho de Lagoa e da região algarvia.

O Algarve passou assim a contar com três “Tesouros Nacionais”, a juntar às atribuições ao mosaico romano do Deus Oceano, patente no Museu de Faro, e às Atas de Vereação dos séculos XIV e XV, à guarda do Arquivo Municipal de Loulé.

Se o concelho de Lagoa estivesse dotado de um Museu Arqueológico, muito provável este e outros bens arqueológicos, “Tesouros Nacionais” ou não, estariam expostos nele, assim como estão, no museu do concelho vizinho (Portimão), três destas bocas de fogo descobertas no território de Lagoa. Grande parte destes objetos arqueológicos consta do Levantamento Arqueológico do Algarve. Concelho de Lagoa, publicado em 1995 por Mário Varela Gomes, Carlos Tavares da Silva e Francisco Alves.

O concelho de Lagoa pode ter notoriedade por, no seu território, se terem encontrado “Tesouros Nacionais”. Mas, é necessário ter também o proveito. Para isso é preciso que exista um museu de Arqueologia, onde os visitantes nacionais e estrangeiros possam admirar, e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento económico do concelho, estas maravilhas do património local exumadas das terras e águas do seu concelho, ao invés de as irem apreciar num museu de outro município, como Portimão, Silves ou Faro, ou na capital, no Museu Nacional de Arqueologia ou no Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática.

Se, no presente, são os canhões descobertos na Ponta do Altar a justificar a urgência da criação de um Museu Arqueológico no concelho de Lagoa, no passado as dezenas de menires descobertos na Caramujeira (União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro) e nas Areias das Almas (Freguesia de Porches) e muitos outros achados arqueológicos que tiveram lugar no território de Lagoa legitimam esta aspiração. É que os espólios foram depositados em vários museus regionais e nacionais, pela simples razão de em Lagoa não existir um. Acresce a este facto uma outra realidade: colecionadores particulares identificados na comunidade que estão dispostos a entregar ao Município de Lagoa os objetos arqueológicos que têm em posse. É por isso que o Museu Arqueológico de Lagoa devia ter sido criado há muito tempo!

Com as dezenas de sítios arqueológicos inventariados e inéditos existentes no concelho, pode a qualquer momento vir à luz do dia um importante achado, por exemplo, os restos de mercadorias de um navio fenício, grego, romano, espanhol, pois foram muitos os que navegaram ao largo da costa de Lagoa e da embocadura do Arade ao longo dos milénios; ou mais menires, por ter sido Lagoa um território propício à fixação das comunidades pré-históricas neolíticas.

Sem um museu de Arqueologia, tudo o que for descoberto no concelho irá ser entregue a outros museus. E tudo o que já foi descoberto continuará na posse de outras entidades e não voltará ao seu local de origem, de onde nunca deveria ter saído.

É, pois, uma grande responsabilidade que as gerações de hoje têm para com as gerações do passado e as do futuro, a da preservação e valorização do património cultural e da memória coletiva das gentes de Lagoa. Esta responsabilidade social dá-nos unidade e identidade como povo, mas para que este testemunho seja passado às gerações futuras, é da máxima urgência que se conceba o Museu Arqueológico de Lagoa.

Com este objetivo, e como ato refletido de cidadania participada, lançamos esta Petição Pública para mobilizarmos vontades na sua criação.

O concelho de Lagoa quer … os lagoenses sonham … a obra do Museu Arqueológico de Lagoa há de nascer!





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