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Petição Para Retomarem as Operações no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa

Para:  Assembleia da República, Administração Regional de Saúde e Presidente do Tribunal de Contas


Esta petição é referente à necessidade de serem retomados todos os protocolos entre entidades e hospitais públicos com o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, os quais permitem a realização de cirurgias cardíacas a todas as crianças que assim o necessitem, quer estas sejam ou não utentes deste hospital.
Exigimos, portanto, um acordo nacional e vitalício, para que não seja colocada em risco a vida destas crianças, pois os hospitais que detêm a capacidade de realizar estas cirurgias não possuem os mesmos níveis de excelência do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa.
São hospitais a fecharem, administrações a demitirem-se, crianças há mais de dois anos em lista de espera e em risco de vida, quando em Portugal existe um hospital capaz de realizar essas cirurgias, o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa!

Todos os meses descontamos para que possamos ter os cuidados de saúde essenciais à nossa sobrevivência e à nossa qualidade de vida e, onde estão eles?! Não nos podemos resignar com a retirada de protocolos, com as entidades, capazes de nos fornecer esses serviços!
É um direito das nossas crianças e, principalmente, um dever do nosso Governo! Os casos de crianças em lista de espera e em risco de vida são imensos, embora muitos não sejam relatados devido à pouca informação sobre a sua possibilidade de resolução. Porém, na sequência dos casos mediáticos do Rafael em 2012 e do Filipe e da Mariana em 2014, foi-lhes permitida a sua intervenção no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa.

No momento atual, surgiu um novo caso: o da Leonor, com Tetralogia de Fallot. A Leonor já foi operada para correção da sua cardiopatia congénita em 2008, no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, tendo em conta a elevada complexidade do caso. Esta criança de 7 anos precisa agora, e com urgência (uma vez que um dos pulmões não se encontra a funcionar), de nova intervenção cirúrgica a fim de resolver três situações: diminuir o calibre da artéria pulmonar direita, aumentar o calibre da artéria pulmonar esquerda e substituir a válvula pulmonar, de modo a permitir que o coração não deixe de funcionar. .
Após o caso do Rafael, em 2012, outros seis casos foram desbloqueados, pelo que a renovação do acordo com o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa permitiu que outras crianças pudessem receber o tratamento adequado à sua malformação cardíaca. Afigura-se como vital que a Leonor possa ser de novo operada pela mesma equipa que a acompanhou anteriormente e que a seguiu desde então, no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa

Quando uma mãe contacta com a cardiopatia congénita ou adquirida, é confrontada com um avassalador sentimento de impotência perante a possibilidade de o filho não ter salvação. Acrescendo ainda o facto de o filho poder não ser acompanhado pelos melhores cirurgiões, devido a constrangimentos político-económicos. Envolvidos num sentimento profundo de impotência soma-se a revolta interior, uma vez que a criança com patologias cardíacas tem o mesmo direito à vida que todas as outras crianças.
O coração de mãe não aceita que o seu filho possa ser visto como um número e nem aceita que a diferença na qualidade do tratamento possa implicar uma perda de independência ou mesmo a morte. Só quem vive esta situação percebe que o cirurgião que salva a vida de um filho ou que lhe melhora a qualidade de vida, é aquele em que é possível voltar a confiar em intervenções futuras.
Como se pode negar este direito?
Será que já não chega o sofrimento de ter de se passar por todo este processo?
Neste momento, a vida de muitas crianças está em risco, por isso é necessário fazer-nos ouvir!

Assim sendo, esta petição será entregue à Assembleia da República, Administração Regional de Saúde e ao Presidente do Tribunal de Contas, entidades encarregadas de autorizar o levantamento da suspensão das intervenções cirúrgicas e da consequente sua renovação, ou realização de novo acordo, que englobe as cardiopatias congénitas e adquiridas em crianças e adultos.






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