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Petição "Lisboa anexa Oeiras"

Para: Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina

PETIÇÃO “LISBOA ANEXA OEIRAS”

Em 2017, Isaltino Morais candidatou-se ao lugar que já ocupara durante duas décadas e meia, desta vez sob o mote de “Inovar Oeiras de Volta”. Uns pensaram que era a salvação, depois de 4 anos de desastre pelo seu pupilo Paulo Vistas, outros acharam que era o mal menor, face à desconfiança que inspiravam os outros candidatos.

O que é certo é que ganhou, com maioria absoluta, e, pelo menos para os mais crédulos, havia esperança para Oeiras. Afinal de contas, é um dos municípios com maiores rendimentos do país, com mais licenciados, com algumas grandes empresas, e uma posição geográfica privilegiada. Vinha aí “Um novo ciclo de desenvolvimento”.

No concelho mais fortemente dependente do automóvel a nível nacional, não faltavam promessas para a área da mobilidade e do espaço urbano, com os chavões do costume. “Criar uma rede ciclável e disponibilizar bicicletas” ou replicar o programa Uma Praça em Cada Bairro, de Lisboa, mas em grande! Todas ligadas em rede, desta vez digital. Para nossa desgraça, rapidamente, este “Novo Ciclo” se revelou o “Velho Ciclo dos anos 80”, mas agora com laivos de fanfarra que incluía defender uma espécie de “Dubai” na foz do Jamor, betonando uma praia histórica como a da Cruz Quebrada, Paço d’Arcos convertida em Saint Tropez, e o próprio município passou a ser Oeiras Valley… Havia também a promessa de reactivar o SATUO, o bebé querido de Isaltino Morais que cresceu para se tornar um verdadeiro elefante branco.

O “Novo Ciclo”, para não afugentar os mais antiquados, trazia as típicas promessas de “resolver o trânsito”, com mais variantes, mais viadutos, mais rotundas e mais estacionamento. Só do que vinha escarrapachado no programa contam-se pelo menos 40 milhões de euros dessas “soluções”. Para os mais progressistas e atentos, da promessa eleitoral “Vamos ter melhores transportes, mais estacionamento, mais vias”, era fácil perceber qual a parte da mesma que iria cair no esquecimento de Isaltino Morais.

Chegados a 2020, depois de quase 3 anos de mandato, depois de quase 3 meses de confinamento, e face a uma nova normalidade a que todos teremos de nos habituar, vemos cidades de todo o mundo, incluindo Lisboa ou Porto, a implementar medidas para, no regresso à actividade quotidiana, encorajar os cidadãos a optarem pelos modos activos de mobilidade, um excelente complemento e/ ou alternativa aos transportes públicos. Além de ser essencial, também, evitar que se regresse aos níveis de poluição que se registava antes do período de confinamento.

E em Oeiras, o que temos de inovação para além de semáforos nas praias? Parece que Isaltino Morais levou o seu slogan demasiado à letra, e estamos mesmo “a inovar” mas de volta ao século XX.

Em Oeiras, em vez de 56 km de ciclovias em 3 meses teremos, talvez, 3 quilómetros de ciclovias em 56 meses. Em vez de uma Capital Verde Europeia, teremos uma capital cinzenta do alcatrão e betão. Em vez do plano de acessibilidade pedonal, teremos o plano de estacionamento no passeio. Em vez de vias BUS, teremos mais vias rápidas. Em vez de uma praça em cada bairro, teremos uma rotunda em cada bairro. Em vez de transporte público para transportar passageiros, teremos o Combus a passar de hora a hora, vazio de pessoas, mas cheio de propaganda a Isaltino Morais.

Assim sendo, para que Oeiras não perca o comboio do século XXI, e não se torne um gueto de subdesenvolvimento urbano ao lado de Lisboa, vêm os co-signatários desta petição por este meio solicitar ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o Dr. Fernando Medina, que anexe Oeiras a Lisboa. Até pode ser temporariamente, mas faça-o.

Alguns oeirenses poderão ver nesta demanda uma traição ao nosso município. Pedimos que a vejam como um pedido de ajuda, face às fortes probabilidades de o município não sobreviver a mais um mandato de Isaltino Morais. Imaginem, aqueles que são defensores das políticas de Isaltino Morais, dependentes do seu automóvel, o inferno que será deslocarem-se para Lisboa se não tiverem transportes públicos próximo do seu local de residência. Ou, tendo-os, estes continuem impedidos de concretizar uma boa velocidade comercial por estarem sempre presos em engarrafamentos.

Apelamos pois, a todos, que vejam nesta petição um pedido de ajuda aos nossos vizinhos de Lisboa, nossos concidadãos e, na pessoa do Dr. Fernando Medina, para que nos resgatem do descalabro que é Isaltino Morais e as suas políticas dinossáuricas do betão e do alcatrão. Dr. Fernando Medina, faça Lisboa do Trancão ao Forte de S. Julião!



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