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CULATRA SAILOR’S PARADISE

Para: Amantes da natureza e do fundeio livre

INTRODUÇÃO


Pretende-se com este documento dar uma contribuição ao Plano de Reordenamento da Ilha da Culatra, para que todos – habitantes e navegadores de recreio, possam interagir no sentido de melhorar as formas e oportunidades de usufruto deste paraíso, na sua expressão de Natureza Intacta.

É subscrito por um grupo representativo dos velejadores que na culatra fundeiam e se preocupam com a preservação das características que constituem a sua alma e a exclusão de projectos que a possam transformar num “postal ilustrado ambientalista”.

Abordaremos assim os dois aspectos que se nos afiguram mais importantes no imediato e que interagem com o usufruto livre desta área.
A saber:

- Características únicas da Culatra e a importância da sua oferta.
- Valências históricas e oportunidades a incrementar na Culatra.





“CULATRA SAILOR’S PARADISE” - Quem somos.
Não é uma associação, não tem quaisquer fins políticos, sociais, económicos, ou outros.

Conta com simpatizantes oriundos de todos os quadrantes do planeta, apaixonados do mar e aventureiros das rotas que os conduziram à Culatra.

A designação e o logotipo desenvolvidos, retratam o carinho, o amor e a alma que todos os que à Culatra aportam desenvolvem no seu espirito.

Pensamos mantê-lo como um símbolo desta local único e suas características de “natureza intacta” que gostávamos de ver preservadas.




O QUE NOS MOBILIZA

A Ilha da Culatra tem no seu horizonte um projecto desenvolvido pela UALGAR - Universidade do Algarve, com o objectivo de a transformar numa comunidade energéticamente auto sustentável.
Para financiamento desse projecto é proposto que a AMIC - Associação de Moradores da Ilha da Culatra, faça a exploração comercial do fundeadouro principal.

Um dos atractivos principais da Culatra para os velejadores que a conhecem, está na sua existência como “natureza intacta”. Na sua vivência fora dos canais comerciais habituais que sacrificam a náutica de recreio.

INVERTER ESTES FACTORES SERÁ MATAR A GALINHA DOS OVOS DE OURO.

A população de velejadores embora não pagando o espaço de fundeio, colabora fortemente para o desenvolvimento do comercio local durante os dois meses - Julho e Agosto.

O EXERCÍCIO DE FUNDEIO LIVRE É UM DOS DOIS PRINCIPAIS ATRACTIVOS DA CULATRA.

Preocupados com este panorama solicitamos a V. Exas que nos acompanhem na análise dos factores que consideramos mobilizadores de opinião e que aqui deixamos expressos.


FACTORES A CONSIDERAR


- COMO OLHAR A CULATRA

A Ilha da Culatra como todas as áreas que incorporam baias, enseadas e rias, deve ser olhada a partir da água/mar em primeiro lugar.
Um ponto de vista que enquadra e mostra, o porto de abrigo, o refúgio, o lugar de descanso, de interacção de culturas, hábitos, costumes e tradições.

Tem uma profunda e natural relação com quem vem do oceano e esses são os seus principais cúmplices na natureza.

É também o ponto de inspiração para romances, aventuras e libertação da alma e do espirito para quem dela parte ou a ela chega.



- UM DOS POUCOS ANCORADOUROS NATURAIS/LIVRES DA UE

As embarcações de recreio estão cada vez mais confinadas a navegar de Marina em Marina, como quem viaja de hotel em hotel - chega, faz o check-in e paga o quarto.

As distâncias de preservação da segurança legalmente instituídas, atiram - por exagero - com as embarcações para fora das baias, enseadas, ou praias com geografia de abrigo.

A Culatra constitui-se então, como um dos últimos redutos onde a vivência com o mar não está mercantilizada e permite o exercício da marinharia dentro das regras.

As embarcações aportam, fundeiam num ambiente absolutamente natural e chegam a terra pelos seus próprios meios ou em conivência com a população local, sem sujeição absolutamente alguma a sistemas de mercantilização - Uma vivência natural num ambiente natural.

Não procuram serviços de apoio, mas sim a possibilidade de cada um exercer ao máximo a arte de marinharia que não é possível nas Marinas.


- TROCAS COMERCIAIS

Não trazendo especiarias, as embarcações compram-nas no comercio local - água, padaria, mini-mercado, cafés e restaurantes, táxi-boat, estaleiros, entre outros. Uma vivência natural, livre e que movimenta o comércio e a vida da ilha.

- FUNDEIO NA CULATRA
Todos os anos o número de barcos fundeados na Culatra aproveitando este ambiente livre, cifra-se da seguinte forma.

Fundeadouro 1 - Mês de Julho - cerca de 40 embarcações.
- Mês de Agosto - cerca de 60 embarcações. Fundeadouro 2 - Mês de Julho - cerca de 40 embarcações.
Mês de Agosto - cerca de 50 embarcações.

O fundeio é exercido segundo todas as regras e normas de segurança e na observação do respeito entre velejadores e embarcações.


- SUPOSTA POLUIÇÃO DAS EMBARCAÇÕES
A maioria das embarcações está equipada com depósito de águas sujas.
As mais pequenas e antigas, não tendo esses equipamentos, produzem um nível mínimo de poluição biodegradável sem expressão, sobretudo se levarmos em consideração a constante e forte corrente que se faz sentir ao longo de toda a Ria.


- A RELAÇÃO ENTRE ANCORAS E PRADARIAS MARINHAS
Naturalmente e desde sempre, todos os actores - areias, algas, peixes, moluscos, cavalos marinhos, crustáceos, etc., coabitaram com as ancoras das embarcações, as correntes e cabos que as suportam, as quilhas e cascos a que a vida marinha se agarra. São elementos naturais à interacção com barcos e mar.

É nossa convicção que o fundeio de um tão pequeno número de embarcações durante apenas 2 meses no ano - mesmo considerando que há uma rotação de embarcações que chegam e partem - não afectam a fauna e vegetação subaquáticas.


CONCLUSÕES FINAIS

1 - UM DIREITO - Se olharmos do Mar para Terra, as embarcações de recreio têm direito ao usufruto do seu meio ambiente (enseadas, baias e rias) de forma livre como é o mar, e tal deve pesar nas futuras decisões.

1 - A “NATUREZA INTACTA” que define a Culatra e o seu livre usufruto em função apenas dos actores da natureza marinha, são a sua grande mais valia - A sua GALINHA DOS OVOS DE OURO.

2 - FUNDEIO AMIGO - Numa análise isenta e lúcida, o fundeio das embarcações não constitui elemento perturbador das características naturais da ilha ou preservação do meio-ambiente.

3 - COMUNIDADE PROTECTORA - As embarcações de recreio são a comunidade que mais interesse tem em preservar o meio em que se movimenta. Todos cuidam a forma de tratamento dos seus resíduos e anualmente há sempre um dia em que as tripulações se mobilizam e fazem uma limpeza da ilha junto à Barra Velha.




SOLICITAMOS ENTÃO

A manutenção das actuais condições de navegação e fundeio, pela importância que tem nesta parceria “CULATRA / VELEJADORES”.

- NÃO QUEREMOS SER O FINANCIAMENTO DE UM PROJECTO ACADÉMICO COM OBJECTIVO TECNOLÓGICO, DESTRUINDO PARA TAL A CUMPLICIDADE DA CULATRA COM OS NAVEGADORES.

- QUEREMOS PARTICIPAR LIVREMENTE, COM A NOSSA ACÇÃO NATURAL E ENVOLVIMENTO CADA VEZ MAIOR.


MAS A CULATRA TEM OUTROS VALORES A EXPLORAR
Permitam-nos dar algumas sugestões



ESTRATÉGIA DE MARKETING

Uma estratégia de marketing bem sucedida, pode trazer à Culatra mais valias em termos de rendimento e diminuir o efeito da sazonalidade.
Criar um custo sobre os barcos que fundeiam 2 meses no ano, pode resultar contrário ao objectivo, uma vez que mata a razão que os trás à Culatra.

A estratégia de marketing deve explorar o valores naturais e históricos da ilha e das suas gentes de modo a conferir-lhe um estatuto único e duradouro.
Propomos então uma reflexão sobre estas considerações que poderão ser parte do conteúdo de uma estratégia de marketing. A saber:

1 - TEXTURAS - A Culatra tem uma história que começa com casas construídas com as tábuas dos caixotes das banana. As suas texturas originais são assim ligadas às madeiras.
É importante combater a tendência da utilização do betão e problemas associados.

- Impermeabiliza o solo e encaminha a água das chuvas para as casas que se situam num plano inferior

- Provoca um aumento de temperatura pela reflexão dos raios UV tornando impossível a circulação nas horas de maior incidência solar.

- Anula a principal característica da ilha “natureza intacta” conferindo-lhe um aspecto idêntico a todas as áreas ribeirinhas entre Caminha e V.R.Santo António.

Para melhorar a movimentação na ilha, deveriam privilegiar passadiços de madeira ou pisos e terra batida e pedra de calçada branca nas vias onde há a necessidade de transitar o trator.

2 - HERÓIS DA CULATRA - A Culatra tem os seus heróis aos quais deveria dar destaque e assim vender a sua história para todos os que a visitam.
Refiro-me à historia de amor e aventura do Belchior e Felismina. Se fosse inglês, ao praticar um feito daquela dimensão teria uma estátua de bronze e seria comentado nas escolas.

Embora em Portugal, pais de marinheiros, só haja preocupação governamental de relevo para com o futebol, os estrangeiros que nos visitam e os portugueses sabem valorizar uma grande aventura fruto de uma paixão. Assim sugerimos o seguinte:

1 - Apresentar uma proposta ao Ministério da Cultura que envolva a criação de uma “Casa Museu - Belchior”. Construída em madeira e tentando reproduzir as antigas construções da Culatra.
Procurar cativar empresas para acções de Mecenato que viabilizem o avanço do projecto.

2 - Convocar uma conferência de Imprensa com os Meios de Comunicação Social numa Infraestrutura da ilha para contar a história do Belchior com a seguinte estrutura:

COORDENAÇÃO

AMIC - Coordena toda a preparação apoiando-se nas pessoas e entidades que possam ajudar, e procurando envolver jovens que estejam a estudar jornalismo capitalizando toda a paixão que põem nos seus primeiros projectos.

DOSSIER DE IMPRENSA - Solicitar uma acção Pró-bono a uma empresa de comunicação algarvia para desenvolvimento deste dossier que será depois distribuído pelos orgãos de comunicação presentes e enviado aos que faltarem, de modo a dar-lhes material para publicação.

CONVIDADOS

- Todas as entidades ligadas à gestão territorial, cultural e turística algarvia.
- TVI - Creio ter sido a TVI o canal que há uns anos produziu um programa sobre o Belchior. É assim importante convidá-los, explicar o projecto a que certamente vão aderir e solicitar a sua presença com o registo da entrevista feita com o Belchior.
- MANUEL DA BATEIRA - O grande amigo do Belchior, convidado a contar a história e a sua experiência enquanto amigos.
- FÁTIMA BELCHIOR - A filha do Belchior que está no Brasil e certamente colaborará em falar por video conferência.
- JOVENS ESCRITORES ROMANCISTAS - Convidá-los e lançar o desafio a escrever a história que poderá ser adaptada para versão cinematográfica.
- ARTISTAS DE BANDA DESENHADA - Convidá-los a desenvolver a história em BD que poderá ser impressa fora do circuito das editoras de modo a poder ser vendida pela AMIC com proveito a 100%.

- REALIZADOR LEONAL VIEIRA - Um grande realizador nacional que se mostrou disponível a produzir e realizar um filme sobre o Belchior. Trabalhei muitos anos com Leonel e já falámos sobre a ideia, conversámos com as filhas do Belchior e tem em seu poder uma pequena entrevista que fiz com o Manel da Bateira e que muito o interessou a produzir o filme concorrendo ao financiamento do ICA.

Levadas a bom porto, estas iniciativas farão o suporte de merchandising da “Casa Museu” que deverá ser o eixo emocional e um suporte comercial com venda da Banda Desenhada, DVD’s com o filme e ainda Bandeiras, Polos e T-shits com o logo “CULATRA SAILOR’S PARADISE” para o que o autor disponibiliza os direitos.

3 - ESPAÇO MULTiUSOS
A Culatra pode ser usufruída de várias formas e para diversas finalidades e assim desenvolver actividades de interesse ao longo do ano.
O eixo de comunicação será - NA ILHA. Fazer a diferença no espaço - Explorar o romantismo e o mistério que a designação envolve.

SUGESTÕES:
- VOLTA À CULATRA - Prova de corta mato - volta à ilha a correr. Consultar a Federação Portuguesa de Atletismo e tentar que organizem uma prova deste tipo uma vez por ano. Procurar também e em alternativa o mecenato para uma prova destas junto da Vodafone, EDP, NÓS, etc.
- PROGRAMA DE TELEVISÂO EXTERIOR - Fazer um programa numa ilha desenvolvendo acções inerentes aos hábitos e costumes. Propor e encontrar uma televisão disposta a fazer a diferença, apesar da dificuldade no transporte dos equipamentos necessários.
- PRIMEIRO PEIXE DO ANO - Dia 1 de Janeiro é sempre um dia difícil para almoçar fora. Promover um Almoço/Festival envolvendo todos os restaurantes da Culatra, com início às 14horas para compensar a noite longa. Pode ser um atractivo e tornar-se uma tradição.
- Nª SENHORA DA ILHA - Envolver o Patriarcado e promover uma Procissão de Velas a efectuar na Primavera e em data que tenha sentido religioso. A fé move multidões e uma santa, numa pequena capela numa ilha, pode tornar-se num local de romaria.

Estas são algumas sugestões que se podem tornar tradição e que se enquadram perfeitamente nas características de uma ilha, o que lhe confere um valor e atmosfera especiais.

ONDE É QUE ISTO NOS LEVA

Conseguir levar estas ideias por diante, implica sobretudo um trabalho de divulgação intenso nos meios de comunicação social. Para tal é necessário criar um gabinete com

gente da área de marketing e comunicação. Para o conseguir, sugiro que tal seja proposto a uma faculdade, servindo como teste de curso para os alunos e capitalizando na divulgação da Culatra.


Estas são algumas sugestões que poderão alcançar o objectivo pretendido: envolvimento da população Culatrense, impacto a longo prazo, tornar-se tradição e colocar a Culatra no roteiro das várias áreas que atraem pessoas ao longo de todo o ano, e assim vivam e consumam os produtos da e na Ilha da Culatra.


MUITO OBRIGADO POR REFLETIREM SOBRE AS NOSSAS SUGESTÕES

Neste documento, impulsionados pela paixão com que a Culatra nos envolve assim como aos muitos velejadores de todo o mundo que por ela passam, pretendemos deixar ideias e sugestões que consigam diferenciar a Culatra de todas as zonas ribeirinhas que perderam a sua identidade, e são hoje portos, docas e marginais absolutamente iguais, sem alma ou algo que as ligue à sua história.

Perder a identidade, é muitas vezes ficar à mercê de empresas de exploração financeira e urbanística.



Quando aportamos à Culatra a Alma dilata e o Espirito anima-se.

Quando levantamos ferro, levamos a Culatra agarrada ao casco e a todos os nossos sonhos até estarmos de volta.

QUEREMOS PRESERVÁ-LA







PS - Este documento é da responsabilidade de Luis Espirito Santo
C.C. 1011959 - Telef. 916 865 831 - mail velosa.santo@gmail.com



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