Em Aveiro, cidadãos primeiro!
Para: Assembleia Municipal de Aveiro
INTRODUÇÃO
Em Aveiro, cidadãos primeiro…
INTRODUÇÃO
A maioria da Assembleia Municipal de Aveiro prepara-se para aprovar, na próxima sexta-feira, dia 22 de Novembro, um novo regimento daquele órgão autárquico.
No projeto em apreciação, o período de intervenção reservado ao público é atirado para o final das sessões, contrariando uma salutar prática seguida durante décadas por maiorias de diferentes cores políticas, que sempre atribuiu o primeiro lugar, na sequência dos trabalhos da Assembleia, à intervenção dos cidadãos.
Colocar tal intervenção no final das sessões implica:
- que o ponto de vista e opinião dos cidadãos que a queiram transmitir à Assembleia, relativa a qualquer ponto da Ordem de Trabalhos, deixa de ter qualquer eficácia, porque, quando a intervenção surgir, as deliberações já estarão tomadas;
- a dúvida dos cidadãos que queiram intervir quanto ao momento da sua intervenção. Nunca se saberá a que horas ocorrerá, nem sequer em que dia.
A participação do público na Assembleia tem sido muito relevante em Aveiro, constituindo um traço muito forte do exercício da cidadania e da participação popular.
Entre 1 de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012 verificaram-se 45 intervenções no período reservado ao público. Tal corresponde a uma média de 2,25 intervenções por Sessão Ordinária realizada neste período.
Os aveirenses invocaram, no período destinado à intervenção do público, entre muitas outras, questões como:
a Unidade de Tratamento Mecânico/Biológico de Eirol e respetivos acessos; a entrega da gestão da água às Águas de Portugal; o protesto contra a entrada em vigor das portagens nas ex-SCUTS; os projetos previstos para o Rossio e Praça de Melo Freitas; o funcionamento do Mercado de Santiago; o Parque da Sustentabilidade; o Aeródromo Municipal de Aveiro; problemas em escolas do 1.º Ciclo e na ES Mário Sacramento; os Transportes Fluviais para S. Jacinto; a regulamentação do trânsito e o alargamento das áreas de estacionamento pago; a Linha do Vouga; a Habitação Social em Santiago; a Gestão dos Canais Urbanos; a Taxa de Turística; a Taxa de Proteção Civil; o Canil Municipal…
Todas estas intervenções foram pronunciadas no início dos trabalhos das sessões respetivas.
Assim:
PETIÇÃO
Os cidadãos subscritores desta petição, residentes no Concelho de Aveiro, dirigem-se à Assembleia Municipal de Aveiro para:
-Destacar a importância assumida, ao longo dos anos, pela participação do público nos trabalhos da Assembleia Municipal de Aveiro;
- Sublinhar que a participação democrática dos cidadãos deve ser estimulada pelos responsáveis políticos, aos quais incumbe a responsabilidade de criar as condições para que ela seja efetivamente exercida;
- Repudiar o conteúdo do projeto de regimento da Assembleia Municipal de Aveiro, no que concerne à colocação, no final das sessões, do período destinado à intervenção do público, contrariando uma salutar prática de décadas do poder local no nosso Concelho.
-Apelar a cada um dos membros da Assembleia para que contribua para inviabilizar aquela proposta, voltando a colocar, nas normas do Regimento, a intervenção do público no início dos trabalhos das sessões ordinárias.
Aveiro, Novembro de 2013
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Actualização #2 Encerramento
Criado em 25 de novembro de 2013
Encerrada por já ter sido entregue ao órgão autárquico a que se destinava.
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Actualização #1 Temos que dar a volta a isto
Criado em 25 de novembro de 2013
A petição foi entregue à Mesa e aos grupos Municipais.
A Mesa não deu conhecimento ao plenário da sua entrada. Apenas o grupo do PCP se referiu a ela explicitamente. O regimento foi aprovado no sentido contrário ao da petição, isto é, colocando a intervenção do público no final das Sessões. Votaram a favor do novo regimento PSD e CDS. Votaram contra PS, Juntos por Aveiro. Bloco de Esquerda e PCP.
Esta é uma questão que não podemos dar como encerrada. Temos que dar a volta a isto...
António Salavessa
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Assinaram a petição
298
Pessoas
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