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A comunidade ucraniana em Portugal pede ao Governo Português para evitar o uso do Alto Comissário das Migrações para propaganda russa.

Para: Exmo. Senhor Presidente da República Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Nacional Exmos. Senhores titulares dos Órgãos de Soberania Exmos. Senhores deputados

No atual Conselho para as Migrações do Alto Comissário das Migrações em Portugal, a comunidade ucraniana está representada por oito Associações entre as quais só duas pelo nome e o trabalho estão diretamente ligadas à Ucrânia - a Associação dos Ucranianos em Portugal e o Movimento Cristão dos Ucranianos em Portugal.

As outras seis são associações multiculturais que pelos estatutos representam os interesses das várias nacionalidades dos imigrantes que residem em Portugal - a Associação de Apoio ao Imigrante, a Associação de Imigrantes de Gondomar, a Associação MIR, o Centro de Apoio à População Emigrante do Leste Europeu e Amigos, a Associação dos Imigrantes dos Países do Leste – Edinstvo, a Associação dos Imigrantes do Leste – Kalina.

Na verdade, a maioria destas seis organizações está diretamente ligada e têm como principal trabalho a Embaixada da Federação Russa em Portugal e as instituições estatais russas como “Russkiy Mir” e “Rossotrudnichestvo”.

Em Novembro de 2016, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que apela às instituições europeias e aos 28 Estados-membros para reforçarem medidas contra a “guerra de propaganda e de desinformação” levada a cabo pela Rússia na Europa (2016/2030 INI - EU strategic communication to counteract propaganda against it by third parties).

Entre outras questões o documento afirma:

Reconhecer e denunciar a guerra de desinformação e propaganda russa;

Lamentar que a Rússia utilize os contactos e as reuniões com os seus homólogos da União para fins de propaganda e para debilitar publicamente a posição comum da União, em vez de estabelecer um verdadeiro diálogo;

Reconhecer que o Governo russo tem utilizado de forma agressiva uma vasta gama de ferramentas e instrumentos, tais como grupos de reflexão e fundações especiais (e.g. a Russkiy Mir), autoridades especiais (Rossotrudnichestvo), estações de televisão multilingues (e.g. RT), agências noticiosas e serviços multimédia de fachada (e.g. Sputnik), grupos sociais e religiosos transfronteiras, já que o regime pretende apresentar-se como o único defensor dos valores tradicionais cristãos, redes sociais e provocadores na Internet («trolls») para contestar os valores democráticos, dividir a Europa, reunir apoio a nível interno e criar a perceção da existência de Estados falhados na vizinhança oriental da União; salienta que a Rússia investe consideráveis recursos financeiros nos.

O facto é que as referidas seis organizações estão oficialmente reconhecidas pelo ACM como organizações que representam a comunidade ucraniana o que nos preocupa ainda mais, porque substitui a opinião dos russos como ucranianos - "porque põe a opinião dos russos como sendo a dos ucranianos".

A agressão russa contra a Ucrânia e a anexação da Crimeia já causou mais de 10 mil mortos, 24 mil feridos e mais de 1,5 milhão refugiados.




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