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Por uma ferrovia de qualidade ao serviço da Região Alentejo

Para: Exmo. Assembleia da República, Exmo. Primeiro-Ministro, Exmo. Ministro das Infraestruturas

O serviço ferroviário que atualmente é prestado às populações da Região não responde às expectativas nem às necessidades de um número crescente de passageiros que, por razões de ordem económica, mas também porque está cada vez mais atento aos problemas da sustentabilidade ambiental, recorre ao comboio como modo preferencial de mobilidade.

Quem precisa de se deslocar profissionalmente, para estudar ou, ainda, para receber cuidados
de saúde, dos aglomerados populacionais do Alentejo para a Grande Lisboa depara com enormes dificuldades. O mesmo acontece nas deslocações entre as cidades e vilas da Região, que se pretende polinucleada e equilibrada no que respeita ao desenvolvimento socioeconómico.

É do entendimento geral que a criação do “Passe Ferroviário Verde” constituiu uma boa medida, que chocou frontalmente com a realidade: a maior operadora nacional de transporte de passageiros, a CP, não dispõe de material circulante capaz de responder à procura gerada, no que respeita à capacidade e à qualidade das composições.

Exemplo do que se acaba de expor é o serviço “Intercidades” Lisboa-Évora/Beja, que para além das capitais de distrito, serve precariamente os concelhos de Alvito e Cuba, no Baixo Alentejo, e Montemor, Vendas Novas e Viana, no Alentejo Central.

Vejamos: o troço Beja-Casa Branca (Montemor) é percorrido por automotoras “diesel” com 60 (sessenta!) anos de serviço, embora renovadas nos finais do século 20, que acumulam avarias e os atrasos consequentes; a capacidade das composições elétricas IC que saem de Évora a caminho de Lisboa (Oriente), recebendo em Casa Branca os passageiros oriundos de Beja, Cuba e Vila Nova da Baronia (Alvito) chegam a Vendas Novas completamente cheias, dificultando a vida aos residentes desta cidade que pretendem seguir para a Capital. Ao final do dia, na viagem de regresso, o drama repete-se.

Assim, os signatários deste documento vêm exigir ao Governo e ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação que sejam tomadas as seguintes medidas:

- o urgente reforço das composições IC com a integração de mais carruagens;

- a entrada ao serviço, logo que possível, das novas automotoras “Flirt” adquiridas pela CP, que dispondo de dois modos de tração (“diesel” e elétrico), permitem retomar as ligações diretas entre Beja e Lisboa;

- a eletrificação e renovação da linha do Alentejo nos troços Casa Branca-Beja e Beja-Ourique, com a construção de uma variante para servir o Aeroporto de Beja, por forma a repor as ligações diretas ao Algarve, sem necessidade de ir ao Pinhal Novo;

- a reposição do serviço de passageiros na linha de Vendas Novas, que liga a linha do Alentejo à linha do Norte, sendo vulgarmente designada por linha do Setil;

- o aproveitamento integral da nova linha Évora-Elvas para o tráfego de passageiros, mas também para o transporte de mercadorias, com a criação de cais de carga/descarga para servir o tecido empresarial da Região, não se limitando a ser uma mera travessia do território.

A Comissão de Utentes Em Defesa da Linha do Alentejo



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Por uma ferrovia de qualidade ao serviço da Região Alentejo, para Exmo. Assembleia da República, Exmo. Primeiro-Ministro, Exmo. Ministro das Infraestruturas foi criada por: Comissão de Utentes em Defesa Da Linha do Alentejo.
Esta petição foi criada em 26 março 2026
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