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Os testes rápidos são a solução para contornar a escassez das vacinas para a Covid 19 e reduzir drasticamente a transmissão até à Primavera.

Para: Ministério da Saúde, Presidente da República, Primeiro Ministro, Assembleia da República

Portugal enfrenta um desafio gigantesco nos próximos meses. Entramos num período de temperaturas muito baixas no qual os hospitais são mais solicitados e vemo-nos confrontados com o ressurgimento de uma vaga fortíssima de infeções por Covid-19 potenciada não só pelo efeito dos contágios do Natal, mas pelos contágios secundários dos novos infetados no seu regresso às residências habituais. Essa será uma das razões por trás dos aumentos exponenciais das regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Algarve. Os números elevadíssimos – Portugal assistiu dias 6 e 7 de Janeiro ao recorde de 10 mil infeções diárias – aumentarão o risco de propagação da nova variante inglesa, já presente entre nós, e poderão colocar os serviços de saúde numa situação insustentável. Atendendo à escassez das vacinas no primeiro trimestre e à falta de outros recursos disponíveis, um novo confinamento será provavelmente inevitável. No mínimo, a população será sujeita a medidas mais restritivas que irão danificar uma Economia já muito debilitada.

Os lockdowns têm sido um mal necessário por toda a Europa para salvar vidas e proteger os sistemas de saúde, mas devem também servir o propósito de reduzir drasticamente a prevalência de infetados. Só assim é possível voltar a rastrear, testar e isolar infetados. Portugal tem que ambicionar voltar a ter o controlo sobre o vírus, pois só assim poderá ter a Economia de volta. Uma prevalência demasiado alta mina a confiança dos consumidores, mesmo na ausência de medidas restritivas, arrastando todas as atividades económicas consigo.

Há, no entanto, uma alternativa para Portugal e deve haver coragem política para que avance o mais rapidamente possível: a implementação de um sistema de testagem rápida com testes de antigénio a vigorar em concelhos acima de uma determinada prevalência de infetados. Ao invés de se confinar as pessoas, estas podem continuar a circular na posse de um teste negativo, não obstante a imperiosa manutenção de todos os cuidados sanitários, como o uso de máscara e distanciamento social.

Muito embora existam alternativas a serem avaliadas, o esboço de plano que apresentamos para esses concelhos baseia-se na execução de um teste semanal de antigénio por residente assintomático em estruturas existentes, como os laboratórios e os centros de testagem, podendo ainda ser considerada a rede farmácias para o efeito, oferecendo vantagens pela proximidade que oferecem a quase toda a população. Assim que a prevalência de infetados no concelho baixasse abaixo de um nível a definir, deixaria de ser pedido o relatório de teste para circular livremente. O sistema deveria incluir crianças a partir dos 8 anos e todas as restantes pessoas que circulassem na rua.

Relativamente às pessoas com sintomas, nada seria alterado com esta proposta e elas continuariam a ser encaminhadas para o rastreio epidemiológico existente.

A crítica que se faz habitualmente a estes testes é a sua baixa sensibilidade para doentes com poucos sintomas (pauci-sintomáticos) ou assintomáticos, ou seja, o facto de apresentarem um elevado número de falsos negativos. Ora, esse risco é desde logo minimizado com a testagem semanal, pois essa frequência acaba por garantir que os infetados são detetados na semana seguinte, não esquecendo que apesar de terem sintomas, muitas pessoas acabam por desvalorizá-los e não tomam a normalmente a iniciativa de se testarem com a rapidez que se impõe. Esse deixaria de ser um problema. Mais importante ainda, como explica Michael Mina, Professor de Epidemiologia em Harvard e um dos maiores defensores da testagem rápida massificada, neste artigo, o mais relevante no controlo da Pandemia é detetar e isolar infetados infeciosos. De facto, se o sistema “deixar passar” algumas pessoas positivas, mas com uma carga viral muito baixa e sem capacidade de transmissão, isso não representa perigo acrescido significativo para a saúde publica. E, note-se, na presente situação estas pessoas estão na rua a infetar outras. Vamos sempre para muito melhor.

Os testes de antigénio têm várias vantagens: são mais fáceis de administrar, são rápidos (15 min para dar resultado) e são relativamente baratos. Eles começam a detetar a infeção 3 a 5 dias depois do contágio (cerca de dois dias depois do método PCR). Para uma determinada amostra de recém-infetados infeciosos isso significa que a sua deteção seja repartida entre os testes de uma semana e os da semana seguinte. Dando positivo, o teste pode ser imediatamente reconfirmado e depois o paciente encaminhado para o rastreio epidemiológico em vigor. Dando negativo, a pessoa mantém a sua vida normal, voltando a ser testada na semana seguinte, até à prevalência do concelho descer.

Evitando entrar em demasiados detalhes técnicos, os testes que se encontram no mercado, e que apresentam uma sensibilidade média de 97% para ciclos de PCR Ct[20;30] e especificidade de 99,9%, garantem perfeitamente a exequibilidade deste plano. Relembramos o princípio base: mesmo que a sensibilidade para assintomáticos e pauci-sintomáticos desça para 60%, mantemos uma enorme capacidade semanal de deteção. A boa eficácia de todo o sistema é ainda assegurada pela execução dos testes por entidades independentes e profissionais.

É necessário, essencialmente, haver capacidade financeira e coragem política para resolver este problema.

Quanto à capacidade financeira, os testes de antigénio comprados em massa pelo Estado andarão entre os 5 e os 7€ por unidade. Assumindo que são testadas um milhão de pessoas na primeira semana (140 mil por dia) e só 100 mil na décima semana (testes a decrescerem linearmente com a redução da prevalência média), o custo total, já contabilizando o serviço, andará entre os 50 e os 70 milhões de Euros. É um valor elevado, mas incomparavelmente menor do que ter a economia emperrada durante meses devido a confinamentos e a medidas tão prejudicais como o fecho de escolas. Em combinação com outras medidas muito menos severas, este plano permitiria salvar milhares de vidas e evitar muitos mais doentes ainda com Covid de longa duração. É assim um investimento com retorno garantido.

Quando à coragem política, temos esperança que Portugal, um país pequeno e com uma só fronteira, consiga dar um exemplo numa iniciativa que pode trazer grandes benefícios à custa de um risco muito baixo. Relembrando que a alternativa se reveste de medidas restritivas duríssimas e prolongadas, este plano será consensual no espectro político e na sociedade. É um plano focado e libertador, tanto para “negacionistas” como para securitários, e que recompensará uma população que se mostrou sempre cumpridora, no entanto de regras vagas e de baixa eficácia.

Está na altura de darmos um passo em frente no acesso a uma alternativa para todos os que não terão ainda acesso à vacina! Os testes rápidos têm que ser a vacina do povo até à Primavera!



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