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PELA PRESERVAÇÃO DA SERRA DA ARGEMELA/CONTRA A EXTRAÇÃO MINEIRA

Para: Ex.mo Senhores, Ministro do Ambiente, Dr. João Pedro Matos Fernandes, E Ministro da Economia, Dr. Manuel Caldeira Cabral.

A população da aldeia de Barco, no concelho da Covilhã, teve conhecimento, através das redes sociais, da existência de um pedido de concessão mineira dirigido ao Ministério da Economia/Direcção Geral de Energia e Geologia, por parte da empresa denominada PANNN, Consultores de Geociência, Lda., com sede em Aljustrel, para exploração de lítio, ouro, prata, cobre e outros minerais na Serra da Argemela, numa área cuja dimensão envolve não apenas área relativa à União de Freguesias de Barco e Coutada, no concelho da Covilhã, mas também das freguesias de Lavacolhos e Silvares, situadas já no concelho do Fundão.

Na Serra da Argemela existiu, nos anos 40 e 50 do século passado, uma mina no subsolo destinada à extracção de volfrâmio, hoje desactivada, mas cuja história pretendemos preservar (desaparecerá caso a concessão avance). No cume da mesma Serra, existe um sítio arqueológico denominado “Castro da Argemela” cuja ocupação nos remete para o final da Idade do Bronze, integrado na “Rota dos Castros” e classificado como “imóvel de interesse municipal”, que foi grandemente arruinado por uma outra exploração mineira a céu aberto (destruição essa provocada pelas explosões desencadeadas pelo recurso a dinamite e consequente movimentação dos solos), instalada nos últimos anos e a cerca de 100 metros do assentamento ali desenvolvendo laboração, de tipologia idêntica às que agora a referida empresa PANNN pretende fazer. Esta referida exploração ainda se encontra a laborar na actualidade, e para além dos estragos irreparáveis que provocou no Castro, alterou a morfologia da própria Serra, não tendo sido repostos no local os terrenos conforme o refere a lei.

A área alvo de exploração pretendida pela empresa PANNN contempla o total de 403,71 hectares, e segundo o pedido de concessão as intervenções irão ser desenvolvidas a céu aberto, em degraus e com a instalação de uma estação de tratamento do minério, sendo que nada mais se conhece do Plano de Lavra. A mesma engloba praticamente toda a encosta norte da referida Serra, defronte para a aldeia de Barco e junto ao Rio Zêzere, onde todo um ecossistema se encontra preservado: a floresta é constituída principalmente por pinhal e mato, com algumas manchas de eucalipto. Também nela existem áreas de cultivo privadas, com olival, onde alguma população pratica agricultura de subsistência. As minas a céu aberto alteram a paisagem, destroem linhas de água em profundidade, contaminam os lençóis freáticos, colocam em risco a fauna e a flora, danificam caminhos e estradas e, neste caso específico, lançam na atmosfera poeiras e resíduos perigosos para a saúde humana e para os solos resíduos químicos derivados das fases de lavagem, decantação, peneiragem e secagem (facto que se torna ainda mais grave pela proximidade do Rio Zêzere e da aldeia de Barco).

Dada a enorme extensão da área de prospecção, os perigos ambientais que a médio/longo prazo se avistam e a consequente degradação da qualidade de vida local e regional e do património natural/ambiental/histórico são alarmantes; pelas poucas informações que nos chegaram, a própria empresa prevê uma estimativa de exploração útil de 20 a 30 anos, o que nos faz questionar das implicações que tal terá inclusive para as gerações vindouras. Assim, vimos por este meio solicitar a V. Exa. que, em representação da nossa vontade, se digne encetar todos os esforços para que todo este património, que prezamos e que é “nosso”, não seja delapidado face aos interesses económicos, uma posição assente nas implicações ambientais e locais gravíssimas que se anteveem, decorrentes de uma exploração deste tipo, desta dimensão e do espaço de tempo que implica.

Com os melhores cumprimentos,
Os signatários.


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PELA PRESERVAÇÃO DA SERRA DA ARGEMELA/CONTRA A EXTRAÇÃO MINEIRA, para Ex.mo Senhores, Ministro do Ambiente, Dr. João Pedro Matos Fernandes, E Ministro da Economia, Dr. Manuel Caldeira Cabral. foi criada por: Movimento "A Serra da Argemela é Nossa".
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