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Petição em favor das florestas e da restituição das casas abandonadas aos guardas florestais!

Para: Governo de Portugal, Presidente da Assembleia da República, Partidos Políticos com assento na Assembleia da República

Porque não investe o Estado na fiscalização da área florestal?

Porque fazer dos Guardas Florestais um alvo a abater quando os níveis de desemprego atingem valores apavorantes?

Seria espectável reabilitar o corpo de guardas florestais e lutar pelo retorno das casas florestais aos seus verdadeiros donos.
Esta é a verdadeira questão a debater e uma medida essencial de prevenção e de bom senso.
Este ano a quantidade de incêndios devastadores atingiu proporções inexplicáveis. Desde o Continente às Ilhas, assistimos a cenários verdadeiramente assustadores. Esta não é uma realidade com a qual nos devemos conformar, muito pelo contrário, deve ser feita uma análise séria ao que acontece atualmente.

Os valores monetários de combate são astronómicos mas mesmo assim a prevenção não é uma opção. Apresentar reclamações e discursos não irá resolver a questão dos incêndios.
É preciso que a população portuguesa avance e defenda os direitos da floresta, mais ainda, é preciso perceber que o “mato” e árvores são um verdadeiro património natural que deve ser cuidado e mantido. Aí reside o verdadeiro problema do nosso país, a crise obriga a uma mudança de prioridades deixando a floresta para segundo plano. Um plano que não lhe dá justiça.

É nossa responsabilidade não permitir que todos os anos, no Verão, termos de viver este “inferno”. Vamos lutar pelas medidas reais de prevenção,vamos lutar pela restituição das casas abandonadas aos guardas florestais!

Atualmente estima-se que existam apenas 317 guardas (SEPNA) integrados na defesa da floresta. A este facto junta-se que desde 2006, cerca de 1100 casas de guardas florestais existentes nas matas nacionais e áreas protegidas se encontram abandonadas. Destas, foram recuperadas cerca de 30 e são utilizadas com intuito turístico (Regiões TV, 2014). Mas de que servem os postos de turismo se deixarem arder as áreas envolventes?

O posto de Guarda Florestal está em risco devido à “necessidade de cortes nas despesas”, que em vez de se recomporem e dar funcionalidade aos serviços florestais públicos, têm sofrido nas últimas décadas vários cortes injustificados. Custará mais o investimento nestes postos do que os vários milhões de euros gastos através dos serviços de combate, nacionais e estrangeiros ou até mesmo o sacrifício e morte de operacionais?


Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI) e o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, nos últimos 6 anos para a defesa e combate de incêndios, foram disponibilizados cerca de 99 milhões de euros anualmente, onde 80% foram investidos no combate e apenas 20% em prevenção (Expresso, 2016).

Só na Ilha da Madeira, o Governo Regional avaliou em 157 milhões de euros os prejuízos causados pelos incêndios, informou o Secretário Regional das Finanças e Administração Pública a 26 de agosto de 2016, Rui Gonçalves. (Jornal de Noticias, 2016) Quando falamos, por exemplo, no caso do incêndio em Arouca, o Presidente apreciou os prejuízos em cerca de 120 milhões de euros(Expresso, 2016).
E mais ainda, os meios aéreos, neste caso os helicópteros Kamov, têm um custo de 35 mil euros por hora(Expresso, 2016).

E dizem que o ataque aos guardas florestais e ao abandono casas de vigia é devido a cortes orçamentais?

Quantos salários poderiam ser pagos ou quantas casas podiam ser remodeladas com as horas deste meio aéreo?

Em relação aos incêndios pouco ou nada foi modificado, mas isso não significa que tenhamos de continuar mais tempo resignados. A defesa do ambiente não deve ser um cliché de discursos políticos.O que está em questão são bens materiais e a colocação devidas valiosas em risco. Isto é de longe uma questão da máxima importância, recordamos mais uma vez.

O Estado não é responsável apenas pelo presente do país, mas sim pelo dever de garantir a funcionalidade do país em anos futuros. Achamos que este ponto essencial também passou para segundo plano.

É fundamental cuidar das gerações futuras, incentivar a educação ambiental, incutir a sobrevivência do património natural e acima de tudo dar o exemplo!

A Quercus e os peticionários pedem ao Governo e à Assembleia da República que reabilitem e ponham ao serviço da floresta as casas dos guardas florestais.


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