Petição Pública Logotipo
Ver Petição Apoie esta Petição. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.

Pelo direito dos nosso animais andarem livremente no espaço público

Para: Assembleia da Republica

O “Homem” na sua hegemonia considera-se com o direito de condicionar o direito de todos os outros animais e até da própria natureza. Ocupamos o espaço onde livremente viviam, escorraçamo-los, muitas vezes até ao ponto da sua extinção, simplesmente porque temos esse poder. Ao longo dos tempos mais áreas ocupamos e menos espaço é deixado para os outros seres vivos.
Nas nossas cidades só os pássaros, ratos, baratas e outros insectos conseguem viver com alguma liberdade. Outros, os considerados animais domésticos, podem coexistir connosco mas como seres de segunda e sem quase terem direitos. Os que lhes são consagrados existem mais para garantir que não atrapalham a vida dos humanos que para o seu bem-estar. Os gatos normalmente vivem encerrados dentro dos apartamentos e por isso “não incomodam”. Já os cães são animais que, pelas suas características, necessitam de atenção e cuidados. Ter um cão é uma responsabilidade para o dono e exige trabalho e dedicação. Um cão deve ser “ensinado” desde pequeno e se assim for é um amigo leal que não causa problemas nem distúrbios. Outros há que são mal-educados, agressivos e até perigosos, mas essas são certamente também as características dos seus donos. Mas, os donos podem sê-lo e não se lhe coloca uma trela e um açaimo, podem continuar a ir ao jardim, passear-se na rua, urinar e escarrar nos passeios, criar confusão, incomodar os outros e até muitas vezes serem violentos. Os cães não, esses têm de ser mais bem-educados que qualquer criança, tem de ter um comportamento exemplar. A eles tudo é exigido e proíbe-se a sua presença porque a criança pode ter medo do cão mas não se proíbem atitudes e comportamentos aos humanos que criam medo ao cão. O cão tem de aprender a relacionar-se com os humanos mas estes não fazem o menor esforço nem consideram necessário fazer nenhum para compreenderemo comportamento dos animais. Quem tinha mais obrigação, por se considerar um ser inteligente e superior, exige mas não se dá ao trabalho ou o consegue fazer.
Um cão que vá passear à rua é obrigado a ir de coleira e trela, mesmo que seja um cão bem-educado, amistoso e bem comportado. Em alguns casos pode até ser o comportamento adequado já que evita que possa ser atropelado. O mesmo já não se entende quando se chega a um parque ou a uma praia. Para um cão ser mais calmo, mais obediente e mais dócil ele necessita de socializar com homens e animais e também de gastar energias correndo em liberdade. Mas não pode. A lei não lhe permite. São seres inferiores que não queremos que nos incomodem. Podem levar a criança a quem permitem que fique a fazer birras, asneiras, a sujar e a fazer o que lhe apetece mas o cão não pode. Podem ir os jovens que falam alto, colocam rádios aos berros, mas os cãos não podem nem latir. Os cães têm de estar presos, calados e muito quietos.
Os nossos cães precisam de poder correr e brincar. Proibir-lhes esse direito é retirar-lhes o direito a serem saudáveis e felizes.
Pelo direito a um espaço público para os nossos amigos possam andar em liberdade, propomos que os cães, sempre que acompanhados pelos donos, possam andar sem trela em locais públicos. Aos donos fica a responsabilidade de garantir o bom comportamento do cão, a limpeza dos seus dejectos e o pagamento de qualquer estrago que possam fazer. Os donos devem possuir um cartão, a ser emitido pelas Juntas de Freguesia, que garantam que os cães estão legalizados e possuem todas as vacinas obrigatórias.


Qual a sua opinião?

A actual petição encontra-se alojada no site Petição Publica que disponibiliza um serviço público gratuito para todos os Portugueses apoiarem as causas em que acreditam e criarem petições online. Caso tenha alguma questão ou sugestão para o autor da Petição poderá fazê-lo através do seguinte link Contactar Autor
Assinaram a petição
20 Pessoas

O seu apoio é muito importante. Apoie esta causa. Assine a Petição.