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Atribuição na toponímia de Condeixa do nome de Amílcar Morgado

Para: Ex.mo Sr. Presidente do Município de Condeixa-a-Nova e Ex.mo Sr. Vereador Presidente da Comissão Toponímia

NOTA BIOGRÁFICA SOBRE AMILCAR LOPES HENRIQUES MORGADO

Amílcar Lopes Henriques Morgado, nasceu em Vila Facaia, concelho de Pedrogão Grande, no dia 8 de abril de 1931, tendo falecido a 18 de setembro de 2013.

Filho de um comerciante, Alfredo Henriques Morgado e de Piedade Lopes, proprietária rural.

Jovem, instalou-se em Condeixa, com o pai e uma irmã, para desenvolver comércio de panos. Seu pai passou a ser conhecido como Alfredo Paneiro, alcunha herdada de um anterior comerciante de panos de Condeixa.

Passado pouco tempo foi estudar para o Porto na Escola Raul Dória de onde regressou com diploma de estudos comerciais para trabalhar na Santix, nesse tempo um conhecido armazém de tecidos em Coimbra.

Casa-se em 1960 com Lídia Morgado, assistente social, tendo dois filhos, Miguel e Paula.

Após um período a colaborar no retalho com o pai, em meados dos anos 60 do século passado estabelece-se por conta própria com um armazém de comércio grossista de tecidos. A empresa cresce chegando a contar com 10 colaboradores no pico da sua atividade.

Desde jovem participa nos movimentos de oposição ao regime fascista, em especial na campanha presidencial de Humberto Delgado e como membro do MDP/CDE, através do qual, após a revolução de Abril, chega a presidente da comissão administrativa da junta de freguesia e deputado à assembleia municipal de Condeixa.

A solidariedade social passa a ter uma importância crescente na sua vida, sendo uma área em que se traduzirá toda a sua generosidade e dedicação a causas coletivas. Contando igualmente com o apoio discreto mas inestimável de sua esposa, dada a sua extensa experiência como dirigente do centro regional de segurança social de Coimbra, Amílcar Morgado exerceu exemplarmente as funções de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Condeixa durante cerca de 20 anos – 1985 a 2005 - ampliando e transformando completamente aquela instituição, diversificando as suas atividades para além do apoio a pessoas idosas. Durante a sua gestão, a Misericórdia consolidou-se como entidade de referência no concelho de Condeixa no apoio a pessoas idosas, crianças e famílias carenciadas.
Lê-se na propria divulgação da “SCMC” durante o período de 1985 a 2005, a que o biografado exerce funções de Provedor, e sem margem de dúvida, da sua lavra alimenta o seguinte:
“...a Santa Casa não vê a sua ação restringida ao serviço da população idosa, depois em Fevereiro de 1986 direciona também a sua atuação para a área de infância e juventude, começando a prestar apoio a crianças que durante o seu tempo livre não tinham escola, assim, surge o primeiro A.T.L. em Condeixa com cerca de 25 crianças que frequentavam a escola primária do concelho e que no seu tempo livre não tinham apoio direto dos pais ou de outros familiares.
Em Março de 1987 a Casa da Criança passou a fazer parte das respostas sociais da Santa Casa de Misericórdia de Condeixa, erguida em 15 de Abril de 1955 por iniciativa da Junta da Província, a que presidia o Prof. Dr. Bissaya Barreto e que pertencia na altura à Assembleia Distrital de Coimbra, iniciando a sua atividade com 42 crianças, só de Jardim-de-Infância, tendo em 1988, começando a beneficiar igualmente crianças da Creche (dos 3 meses aos 3 anos).
A 19 de Janeiro de 1988 seria aberto mais um A.T.L. noutra localidade do Concelho, Condeixa-a-Velha, com uma capacidade para 25 crianças, que viria a ser encerrado em Julho de 1992 por falta de utentes em virtude do número de crianças que frequentavam a escola primária dessa aldeia também ser diminuta.
No mesmo ano iniciou-se o Serviço de Apoio Domiciliário a idosos que necessitavam de cuidados no seu domicílio.
Em 25 de Novembro de 1988 a Santa Casa juntamente com mais quatro instituições e serviços locais e o Centro Regional de Segurança Social de Coimbra subscreveram um protocolo (PDIAS, Projeto de Desenvolvimento Integrado de Ação Social) que tem como objetivo geral promover o desenvolvimento integrado da comunidade, reunindo e co-responsabilizando grupos sociais, serviços e IPSS’s locais, de modo a rentabilizar ao máximo os recursos disponíveis ou os que se venham a adquirir ou a criar, procurando com os directamente interessados, as respostas mais adequadas e atempadas aos problemas.
A 6 de Janeiro de 1990 é inaugurado o A.T.L. de Condeixa com capacidade para 100 crianças. Foi construído para este efeito um edifício no Quintal Campos com instalações devidamente adequadas para a atividade referida.
Ao abrigo do nº2 do Artigo 22 do Decreto-lei 189/91 de 17 de Maio que regula a criação, a competência e o funcionamento das Comissões de Proteção de Menores da comarca de Condeixa-a-Nova que fora instalada no edifício da Câmara Municipal desta vila.
A primeira reunião teve lugar no dia 20 de Outubro de 1995 sendo a Santa Casa da Misericórdia uma das instituições que faz parte da referida comissão.
Neste mesmo ano surgiu um Centro de Dia em Vila Seca com capacidade para 15 clientes em instalações cedidas pela União Recreativa de Vila Seca. No ano de 1997 surgiram dois novos Centros de Dia, nas freguesias de Anobra e Zambujal, com capacidade 10 idosos em cada equipamento social, sendo estas instalações das respetivas Juntas de Freguesia.
Em 1999 foi ampliado o Lar de Idosos, contando com mais 38 vagas.
Conjuntamente com todas estas atividades, a Santa Casa da Misericórdia, e deparando-se com um diagnóstico do concelho, dimensionou-se para uma atividade totalmente distinta, a formação, que teve inicio em Junho de 2002 para que possa responder de modo eficaz ao baixo capital cultural, aos baixos níveis de escolaridade e ao baixo capital económico, sobretudo ao que se refere à população feminina.
Para tal, tornou-se uma entidade acreditada pela INOFOR, tendo desenvolvido várias ações de formação, orientadas na sua maioria para prestação de cuidados primários. Estas ações de formação viriam a terminar em Novembro de 2006.
A instituição foi também promotora em tempos do Projeto “União” que se destinava à formação do pessoal que não era técnico da Santa Casa da Misericórdia, tanto ao nível das Técnicas de Apoio Social ao desenvolvimento da criança com idade de pré-escolar.
Em 2004 foi inaugurado um Centro de Dia em Condeixa-a-Velha com capacidade para 15 clientes em instalações da Santa Casa.
Ainda em 2004 foi criado o Centro de Acolhimento Temporário para Crianças e Jovens em Risco com capacidade para acolher 9 crianças.”

Amílcar Morgado foi dirigente e fundador da APPACDM de Condeixa e Soure,deixando também nessas instituições marca indelével, ainda hoje recordada com grande apreço e saudade por gerações mais e menos jovens de utentes e dirigentes.

Fez parte dos órgãos sociais dos Bombeiros Voluntários e foi dirigente do Clube de Condeixa num período crítico da vida dessa coletividade, contribuindo para a sua revitalização.
Nos seus tempos de juventude participou ativamente no teatro bem como noutras atividades da vida comunitária de Condeixa.

Como provedor da Santa Casa da Misericórdia apoiou a criação e consolidação do Orfeão de Condeixa.

Colaborou na criação do Rotary em Condeixa chegando a ser dirigente máximo desse clube no concelho.

Foi também presidente da fundação do hospital D. Ana Laboreiro d´Eça.

Amílcar Morgado foi um homem de bem, bom filho, bom pai, bom marido, bom amigo e confidente de tantas alegrias e tristezas. Soube amar e dar sentido à vida como poucos, desfrutando dela de forma lucida e atenta, realizando-se plenamente na dedicação ao serviço do bem comum, com os outros e para os outros. Viveu a sua vida conciliando uma legítima e honrada ambição pessoal com a dedicação a causas coletivas e o apoio a pessoas menos favorecidas, merecedoras da estima e cuidados devidos a todo o ser humano, independentemente da idade, estatuto social, raça, religião ou ideologia. A sua firmeza de caracter, os seus princípios e valores, a alegria de viver, o amor e dedicação aos outros e à causa pública, são marcas de personalidade que constituem o legado de um cidadão exemplar - condeixense - que todos os que com ele conviveram ou se relacionaram recordam e enaltecem.

Assim, a perpetuação da sua memória seria apenas um modesto reconhecimento da bondade com que brindou tantos dos seus concidadãos.



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