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Abolição dos Exames Nacionais

Para: Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República

Cinco ideias a reter sobre os exames nacionais:

Ideia um: os exames nacionais valorizam essencialmente a memorização – por vezes, só valorizam a memorização. Nesse sentido, estão desfasados das orientações estratégicas (nacionais e internacionais), que apontam para além da aquisição de conhecimento e pedem um aprofundamento nas escolas da aprendizagem de competências, tais como o pensamento crítico ou a resolução de problemas complexos.

Ideia dois: algo na concepção dos exames nacionais parece estar a falhar. Por um lado, não se compreende que, sucessivamente, haja médias e medianas negativas nas mesmas disciplinas nos exames nacionais – como se, todos os anos, o sistema educativo falhasse e os alunos fossem para a universidade sem saber os mínimos. Por outro lado, não se percebe como é que a evolução das classificações dos exames nacionais está tão desligada das avaliações internacionais, que apontam para melhorias sustentadas dos alunos portugueses nos últimos 10 anos – o que não aparece nos exames nacionais.

Ideia três: a relação dos exames nacionais com o acesso ao ensino superior está a ter efeitos perversos no sistema educativo. Desde logo, porque orienta todo o ensino para o exame, já que são os resultados no exame que definem o sucesso – só se ensina e aprende em função do que sai no exame. Depois, porque limita qualquer forma de inovação pedagógica – ninguém arrisca inovar porque treinar alunos para o exame é a opção mais segura. Por fim, porque bloqueia qualquer reflexão acerca da sua eficácia – ninguém quer mexer nos exames nacionais porque, ao fazê-lo, está a mexer no acesso ao ensino superior.

Ideia quatro: nenhum dos problemas descritos é resolúvel enquanto os exames nacionais forem peça central do acesso ao ensino superior. É essa articulação que, indirectamente, impõe as condições do comportamento do sistema educativo. É, por exemplo, por causa do acesso ao ensino superior que os exames têm de testar a memorização – torna as respostas e a correcção das provas mais objectiva. É, por exemplo, por causa do acesso ao ensino superior que os exames assumem tamanha importância e forçam que o ensino secundário seja todo ele orientado para o exame – matando qualquer possibilidade de inovação pedagógica. Se se quiser cumprir as orientações nacionais e internacionais quanto ao futuro da Educação, a libertação do ensino secundário (e dos exames nacionais) do acesso ao ensino superior é condição imprescindível. E por que razão não se faz? Entre outras razões, porque as universidades não têm interesse nisso.

Ideia cinco: a solução não é prescindir dos exames no final do secundário, mas sim ter exames adequados para o que se pretende que os alunos aprendam. Nem oito, nem oitenta. Ao contrário das habituais discussões sobre se deve ou não haver exames, o que está aqui em causa é, fundamentalmente, rever o modelo de exames nacionais, para que estes correspondam às estratégias nacionais para a Educação. Neste momento, não correspondem. Pior ainda, esse desfasamento impede o cumprimento das estratégias nacionais.

fonte: http://observador.pt/especiais/os-tres-problemas-dos-exames-nacionais/


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