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Pela Salvaguarda, Classificação e Reabilitação da Quinta de Salgueiros às Antas (Porto) enquanto Espaço Cultural e de Lazer

Para: Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto

Pela Salvaguarda, Classificação e Reabilitação da Quinta de Salgueiros às Antas (Porto) enquanto Espaço Cultural e de Lazer

O Gabinete de História da Cidade da Câmara Municipal do Porto (CMP) reconheceu a importância da Quinta de Salgueiros ao incluí-la, em 1961, na publicação “Casas do Porto (Séculos XIV ao XIX)”. Para além desta obra a quinta é referenciada em inúmeras outras publicações.

Em finais dos anos 70 do século XX, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC), sabedora do interesse que a CMP tinha, desde há muito, na Quinta de Salgueiros, demostrou a disposição de “auxiliar a Câmara Municipal do Porto no equipamento que porventura venha a ser necessário se a casa se vier a destinar, como supomos, a utilização para fins de natureza cultural” (carta 337/78 da SEC – Delegação do Porto de 18.04.78).

No ano 2000 a Família Mesquita Ramalho, proprietária desta quinta, vendeu a Quinta de Salgueiros ao Futebol Clube do Porto (FCP) que seguidamente a vendeu à CMP.

Em 2005 foi enviada uma carta ao Presidente da CMP dando conta do estado de abandono da quinta, e este, em ofício OF/158/05/CG, datado de 16 de Maio, informava que “foram já tomadas medidas pela Direcção Municipal de Finanças e Património da Câmara Municipal do Porto, para garantir a segurança e protecção do património existente na Quinta de Salgueiros (…) e ainda “a carta de V. Exa foi igualmente enviada ao Senhor Vereador do Ambiente, Eng. Rui Sá, no sentido de serem tomadas medidas necessárias à manutenção daqueles espaços”.

Em 2017 a Quinta de Salgueiros – edificado e arvoredo - permanece abandonada.

Exemplo das quintas dos arrabaldes da cidade do Porto, a Quinta de Salgueiros, com a sua casa e capela, fontes e tanques e o lindíssimo jardim – restaurada e requalificada, deverá ser fruída por todos os portuenses e em especial pelos habitantes das Antas, uma zona da cidade onde cada vez mais se anseia pela calma de um espaço verde qualificado.

Embora bastante arruinadas – um forte incêndio consumiu todo o recheio e madeiramentos – a casa e a capela da Quinta de Salgueiros, ambas em pedra, revelam ainda inúmeros elementos arquitectónicos que permitem reconhecê-las como belos exemplares de arquitectura fini-setecentista e formam – juntamente com a fonte barroca geralmente atribuída a Nicolau Nazoni – um conjunto arquitectónico notável e extremamente harmonioso.

A marcante presença de um espírito de intimidade doméstica, tão característico das quintas do Porto romântico – ainda bem patente nos muros e bancos em pedra, nas fontes e tanques, nas escadarias e recantos aprazíveis e nos jardins de buxo – confere ainda a todo o conjunto um caracter verdadeiramente excepcional.

Acresce que viveram e frequentaram esta quinta portuenses ilustres e personalidades marcantes da vida nacional, pelo que este local, para além de um evidente interesse arquitectónico, tem ainda um inegável valor histórico e cultural.

Ao longo das últimas décadas a pressão urbanística tem destruído muito do nosso património, não só na cidade do Porto, mas no País, em geral.

A Quinta de Salgueiros, restaurada e aberta ao público como espaço cultural e de lazer valorizará, de forma inequívoca, a cidade do Porto e será motivo de orgulho para todos os portugueses e, em especial, para todos os portuenses.




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