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Petição incentivos à mobilidade eléctrica e aos veículos de 2 rodas. Pela independência energética de Portugal, pelo ambiente, pela saúde, por todos nós.

Para: Ministério da Economia e Emprego / Câmara Municipal de Lisboa / Mobi.E – Mobilidade Eléctrica

Antes de mais, muito nos apraz que actualmente os pontos de carga Mobi.E são de acesso equitativo e universal, conforme o Decreto-Lei nº 39/2010 de 26 de Abril.
Para contextualizar, esta carta vem no seguimento da anterior, que foi entregue à entidade Mobi.E, com o objectivo de permitir aos motociclistas de veículos eléctricos a liberdade de acesso à rede de pontos de carga.
A repetição de alguns parágrafos da carta anterior é essencial para uma correcta interpretação do objectivo e das vantagens inerentes à nossa proposta que beneficiarão Portugal, na perspectiva económica, social e ambiental.
Consideramos a Mobi.E nossa parceira, lutamos por uma política energética eficiente em Portugal para que possamos a médio, longo prazo, ser independentes em termos energéticos. Não esqueçamos as palavras de António Mexia que afirmou “se toda a frota automóvel portuguesa fosse movida a electricidade, Portugal poderia ter poupado 2.500 milhões de euros na energia comprada”. Seria muito mais se parte da frota automóvel fosse convertida para frota motociclista.

A Mobi.E publicou no seu site, e o Eng. Alberto Barbosa reafirmou num seminário da Mobilidade Eléctrica que, dos 1300 pontos de carregamento de carga normal, 687 são em Lisboa, ou seja, cerca de 52,85%, pouco mais de metade dos pontos de carregamento.

Analisando estes dados, concluimos facilmente que as vantagens da mobilidade eléctrica são mais evidentes e significativas nas cidades, o que perfaz toda a lógica, visto que a maior fatia de tráfego no país é efectuada na cidade de Lisboa, com uma média de 56km diários e 1,1 passageiros por veículo, cerca de 70% dos veículos têm apenas o condutor.
Os problemas ambientais, derivados das emissões dos veículos com motores de combustão interna, são também mais profundos em zonas urbanas devido à densidade populacional (mais pessoas afectadas) e de tráfego (mais emissões).
Vários estudos internacionais concluem que as vantagens da promoção da mobilidade eléctrica através de motociclos e bicicletas seriam ainda mais pronunciadas. Porque na verdade, pelas palavras do Professor Joaquim Delgado - considerado o pai do carro eléctrico português - gastamos energia para transportar metal/latas e não pessoas. Deste modo promovemos o desperdício e a ineficiência, ao transportar cerca de 80Kg humanos gastamos energia para mover 1 a 2 toneladas de metal (automóvel).


Se considerarmos uma média de 1500kg, obtemos uma relação 18,75 vezes maior que o peso a transportar. Se considerarmos um motociclo com cerca de 160 Kg obtemos uma relação 2x maior que o peso a transportar. O que significa 16,75 vezes menos que um veículo automóvel, um número com uma ordem de grandeza significativa e marginalizado pelos responsáveis deste país.

Evidentemente, o motociclo não será adequado aos 70% de veículos que circulam apenas com o condutor, não pretendemos ser radicais com as soluções, mas serão adequados a uma maioria dos 70% desde que sejam dadas condições de mobilidade e vantagens inerentes à adopção deste veículo de transporte.

Os motociclos eléctricos apresentam uma eficiência energética superior, além de contribuírem para o aproveitamento das energias renováveis. A produção de energia renovável em 2011 contribuiu com 48,9% do total de energia consumida. Tendo sido responsável por uma poupança de 825 milhões de euros em custos de importação de combustíveis e licenças de emissões.

A qualidade ambiental e o aumento da produtividade no país são outros factores beneficiados pelos motociclos eléctricos. Se contabilizarmos as horas poupadas no tráfego das horas de ponta, tempo que pode ser atribuído a horas de trabalho, bem como de lazer e que ainda alteram de modo considerável a motivação e bem-estar. Todos sabemos como as horas perdidas no trânsito nos afectam a disposição.

Grandes cidades Europeias, como Londres, Paris, Roma e Barcelona, entre outras, com trânsito muito intenso, promovem os veículos de 2 rodas. As suas vantagens são evidentes e vêem-se em grande número nestas cidades.

No actual estado de partilha de todos os postos de carregamento, os motociclistas deparam-se com alguns problemas:
Quando o ponto de carga está num estacionamento pago, o que acontece essencialmente dentro das cidades. Nenhum motociclista deve pagar estacionamento pois está a contribuir para a diminuição do espaço ocupado na via, tanto parado como em andamento. Criando mobilidade mais fluida nas estradas, quanto menos automóveis, menos filas. Prescindem do conforto do automóvel em benefício da mobilidade.
As Câmaras Municipais e respectivas freguesias terem espaços de estacionamento próprios para automóveis e motos. Os pontos de carga existentes, embora tecnicamente acessíveis a veículos eléctricos de 2 rodas, dedicam-se ao estacionamento de veículos de 4 rodas como indica a sinalização do código da estrada nos locais.
Não devendo uns ocuparem o lugar de outros e podendo mesmo os motociclistas serem multados por estacionarem no ponto de carga atribuído aos automóveis.

A razoabilidade de terem acabado com os benefícios fiscais na compra de veículos eléctricos é incompreensível. Quem aposta neste tipo de veículos deveria ser recompensado, além de estar a beneficiar a sua poupança individual está a contribuir para o decréscimo da despesa do País, beneficiando por sua vez todos os contribuintes.
A poupança abrange diversas áreas, principalmente a saúde (menos emissões e consequentemente menos complicações de saúde) e economia (menos importações de combustíveis), conseguindo que a energia gasta na mobilidade seja produzida em Portugal, sem recorrer à importação e com menor poluição, devido à maioria dos carregamentos dos véiculos eléctricos serem efectuados durante a noite, aproveitando ainda mais as renováveis e diminuindo o seu desperdício nocturno.


Em conclusão do acima exposto pretendemos que revejam a questão dos incentivos para a compra de veículos eléctricos (automóveis, ciclomotores e motociclos). Aconselhamos a realização de um estudo independente que analise detalhadamente o custo/benefício da mudança da mobilidade para veículos eléctricos, considerando as componentes económicas, ambientais e de saúde.

A União Europeia definiu prioridades e políticas ambientais no seu sexto programa de acção em matéria de ambiente através da adopção de sete estratégias temáticas, entre as quais de destacam a da poluição atmosférica e do ambiente urbano.
O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional publicou em Março de 2006 a Estratégia Temática sobre Poluição Atmosférica salientado a realidade portuguesa e as suas implicações para Portugal, as suas conclusões devem ser consideradas e inseridas na Estratégia Nacional de qualquer governo do nosso País.

Os pontos de carga exclusivos para ciclomotores e motociclos eléctricos devem ser instalados em locais de estacionamento próprios e gratuitos, como aliás já existem em outras cidades europeias. Havendo locais na cidade dedicados ao estacionamento de veículos de duas rodas, menos consumidores de espaço, que é um recurso escasso nas cidades, pensamos que esses estacionamentos dedicados são o local ideal/natural para a instalação de infra-estrutura adequada.

Petição e apoios colectivos: http://dl.dropbox.com/u/32667304/Carta%20VE.pdf



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