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Petição José e Pilar aos Óscares

Para: Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA)

Pretende a presente petição sensibilizar o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) para a escolha do documentário “José e Pilar” como candidato português à categoria de Melhor Filme Estrangeiro, na edição dos Óscares de 2012. Este é um movimento independente, de fãs e admiradores do filme, que têm particular confiança e respeito pelo seu potencial, que se sente verdadeiramente comovido pela sua imensa força emocional, humanista, motivadora. É uma iniciativa que tomamos por todo o impacto que o filme teve nas reacções do público, nos festivais, na crítica e nos meios de comunicação social e pela universalidade da sua história e personagens – todos eles pontos estratégicos de avaliação por parte da Academia. E o que dizer do prestígio das co-produtoras que estiveram envolvidas no filme, a El Deseo do oscarizado Pedro Almodóvar e a O2, do nomeado para Óscar, Fernando Meirelles e cujo mediatismo poderia ter influência a nível da Academia?
 
Nos próximos meses, o ICA, como faz todos os anos, deverá apresentar um filme português da sua escolha para ser avaliado pela Academy of Motion Pictures, Arts and Sciences (Academia norte-americana responsável pelos Óscares), no âmbito da categoria de Melhor Filme Estrangeiro – os cinco filmes mais votados marcarão presença na 84ª edição da cerimónia.
 
Portugal nunca marcou presença nos referidos prémios. Aliás, detém o recorde de maior número de submissões de filmes, sem qualquer nomeação para o Óscar. Já o conseguiram países como o Perú, o Nepal, a Tailândia, a Indonésia, a Islândia, o Irão, a Algéria, a Sérvia, entre tantos, tantos outros, como a regular presença da nossa vizinha Espanha. Não se pretende aqui dissertar sobre razões ou motivos desta ausência mas apenas ressaltar a globalidade que tem atingido a selecção da Academia ao longo dos anos, evidenciando que Portugal estará na constante eminência de poder ser seleccionado. Mas fosse só isto e esta petição não se justificava: o que nos move é o que faz este filme, é o que faz a forma como foi filmado e captados os breves momentos e palavras do casal, é o que faz esta montagem que nos apresenta não duas pessoas mas sim duas envolventes personagens (aquelas que nos transportam completamente para além de nós). O que nos move é o que este filme retrata: a tenacidade, perseverança, reflexão, génio e humanismo de José Saramago e a cimentada e inabalável cooperação e cumplicidade na forma mais genuína de amor com Pilar del Río. O que nos move é que tudo isto tenha sido filmado e coleccionado durante quatro longos e árduos anos e que tenha sido compilado numa obra magnífica, que com grande sucesso cumpre o mais alto e honroso objectivo de uma história e do cinema: tocar o coração da audiência.
 
Independentemente de considerações políticas ou religiosas sobre José Saramago, o filme realizado por Miguel Gonçalves Mendes (que já havia documentado, com sucesso, sobre e com Mário Cesariny), olhemos para as mensagens de carinho que foram sendo deixadas nos vários meios de comunicação, por anónimos ou figuras públicas. Os números de bilheteira são mais positivos do que negativos: cerca de 24.000 espectadores em Portugal e 40.000 espectadores no Brasil, tornando-se o documentário português mais visto de sempre (fora as negociações que certamente ainda decorrem para exportação para outros sítios). Aquando da sua exibição na SIC, a 18 e 19 de Junho, atingiu os 17% de share (e 3.3 de rating), um marco para um documentário. A 18 de Junho, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema encheu na sessão de homenagem que marcou 1 ano sobre a morte de José Saramago, no mesmo dia em que foi lançado o DVD oficial que, uma semana depois, destronou o Discurso do Rei do 1º lugar nas vendas FNAC. No passado dia 29 de Junho, já depois de cinco meses consecutivos em cartaz e de ter passado por duas vezes na televisão, voltou a fazer história ao abrir o “festival” de cinema ao ar livre das noites de verão de Lisboa, o CineConchas, com cerca de 1.000 espetadores.
 
Na crítica, “José e Pilar” recolheu impressionantes reacções na imprensa internacional  - “Variety” (EUA), “Cahiers du Cinema” (versão Espanha), El País (Espanha). – e nos jornais nacionais – “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “I”, “Jornal de Letras”, “Time Out”. Na blogosfera nacional de cinema foi unanimemente aplaudido. Não nos podemos esquecer ainda dos elogiosos textos de opinião publicados na imprensa por diversas personalidades, tais como os de Baltazer Gárzon, Luís Sepúlveda, Inês Pedrosa, José Carlos Vasconcelos e Carlos Coelho.
 
Teve várias participações e prémios em festivais pelo mundo, de onde se destacam a abertura do DocLisboa, a nomeação para Melhor Filme pela Sociedade Portuguesa de Autores, para Melhor Documentário, Montagem e Banda-Sonora, pela Academia de Cinema Brasileira, a presença no Festival Internacional de Guadalajara (o mais importante da América Latina) e o Prémio do Público no Festival Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival Visões do Sul em Portimão.
 
Não se pretende avaliar a concorrência que o filme terá nem tão-pouco as escolhas dos anos anteriores. Olhemos para a forma como “José e Pilar” consegue criar empatia com os mais diversos tipos de público, dos adolescentes que o estudam, a todos os leitores que o admiram, a todos os que foram seus contemporâneos e, sobretudo, que mais se poderia argumentar se não que Saramago é uma das mais internacionais personagens que Portugal poderia apresentar ? Falamos de um dos galardoados com o prémio Nobel da Literatura, afinal, e um dos mais importantes escritores e pensadores do século XX. E depois, acima de tudo, esta é uma história de um amor, um universal, por natureza comum a todos os países e culturas. E, ainda assim, nunca abdica da causticidade, do teor social e humanista que normalmente a Academia americana premeia nesta categoria, como são exemplos muitos dos nomeados e vencedores dos passados anos, designadamente o filme israelita “A Valsa com Bashir”, de 2008, também ele um documentário (um híbrido entre esse género e filme de animação).
 
Não são conhecidos os critérios do ICA na sua selecção, nem a argumentação feita para as escolhas dos anos anteriores. Não é sequer por isso que estamos aqui. Estamos aqui por “José e Pilar”, porque consideramos que é um filme que merece estar nos Óscares’12, porque consideramos que é o filme português que reúne as condições necessárias para ser minimamente considerado, quer pelo organismo público em causa, quer posteriormente pela Academia americana.


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