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PELO DIREITO À DIGNIDADE DOS HOMENS ENGRIPADOS!

Para: Exmos Senhores Deputados do Parlamento Europeu, digníssimos Deputados da Assembleia da Republica, Presidente da República portuguesa e Associações de apoio à vítima

A dor é intensa. Já não tenho forças. Mal consigo respirar porque tenho o nariz entupido. As crianças correm pela casa alegremente e eu, sozinho no quarto, sinto que estas poderão ser as minhas últimas palavras. Há 3 dias atrás, o médico diagnosticou-me gripe e agora sei, no meu âmago, que não tardará muito para que o anjo da morte me venha buscar. Estou na cama, inválido e queria tanto ir ao supermercado, ajudar a fazer o jantar ou dar banho aos miúdos, mas este vírus roubou-me as forças todas e, agora, só me resta a solidão desta cama e esperar pelo fim. Ninguém aqui em casa acredita em mim e tenho sido alvo de constantes humilhações públicas. A minha mulher veio visitar-me, hà pouco, e creio que não percebe que estou quase a trocar este mundo por outro porque acabou de me chamar maricas. Tentei dizer-lhe que deveria aproveitar estes últimos momentos comigo e conceder-me um pouco de dignidade para que a minha passagem para o além fosse o menos dolorosa possível. Supliquei-lhe que mudasse a televisão e a Ps4 (com um jogo novo) para o quarto, que ativasse a Sport TV, que me trouxesse algo simples para comer como um bitoque e uma última cerveja para hidratar esta garganta que arde tanto mas ela não quis ouvir e voltou a insultar-me dizendo que eu estava a ser choninhas e manipulador. Depois, comecei a gemer de dor. Parecia que estava deitado no meio de uma autoestrada, em plena hora de ponta, e que milhares de camiões passavam por cima de mim como se eu fosse uma simples lomba. Tudo isto com a minha cabeça quase a explodir em mil bocados. Ninguém veio ver como eu estava. Ao invés, ouvi ao longe uma voz cruel a dizer "vai tomar banho que isso passa-te". Já telefonei para o Notário para ele vir cá a casa elaborar um testamento de urgência porque quero deixar tudo tratado quando partir. Mas, se estas forem, de facto, as minhas últimas palavras, então que sirvam para um propósito maior do que o meu. Como cadáver adiado que sou neste momento, julgo-me no direito de exigir que todas as mulheres deste mundo percebam que a aflição, angústia e dor excruciante que os homens sentem quando estão com gripe é real. Gostaria que o Parlamento português pudesse fazer algo para proteger todos os homens engripados que são vítimas de abusos por parte das suas namoradas, mulheres, companheiras ou amigas. Gostaria que, de uma vez por todas, fosse reconhecido o direito à dignidade do homem engripado e que nos garantissem alguns direitos, mais do que justos, dentro dos nossos lares. Gostaria que todas as mulheres tivessem em mente que uma simples frase que parece inocente como “és um exagerado” ou “deixa-te de fitas” afeta a nossa autoestima enquanto homens e deixam marcas irreversíveis. Este tipo de agressões verbais tem mesmo de parar. Nós não exageramos! Nós aguentamos tudo. Desde uma perna partida a jogar futebol até uma costela fraturada porque quisemos fazer skate com um carrinho de supermercado, nunca nos ouvem a queixar-nos!, Acreditam mesmo que é por preguiça que não queremos abrir esse frasco de picles? Que não queremos participar nas tarefas domésticas e que apreciamos não fazer nada? Já pensaram que um simples aspirador nesta nossa condição debilitada pode pesar 3 toneladas? Quem nos dera sermos novamente capazes disso tudo. Sermos capazes daquilo para que a natureza nos preparou. Se ao menos pudessem entender que o que nos pedem é humanamente impossível. Por isso, resolvi escrever esta petição. Porque sei que Isso só será possível no dia em que, nós, homens nos unirmos para acabar com esse abusos e exigirmos aquilo a que temos direito ou seja, mais carinho, mais solidariedade e mais compreensão por parte das nossas amadas quando estamos a morrer de gripe. Por favor, assinem esta petição. Não tenham medo de falar abertamente sobre os abusos de que têm sido vítimas, tal como eu fiz . Sem medos poderemos mudar o mundo juntos e voltarmos finalmente a ter dignidade.



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