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UMA NOVA POLÍTICA FLORESTAL QUE EVITE OS INCÊNDIOS

Para: ALBERTO NUNES FEIJÓ, PRESIDENTE DA JUNTA DA GALIZA e ROSA QUINTANA CARVALHO, CONSELHEIRA DO MEIO RURAL E DO MAR

Uma nova política florestal que evite os incêndios.

As organizações e pessoas assinantes do presente documento entendemos que os incêndios dos Canhões do Sil e de Quiroga-Larouco, paragens todas de grão valor ecológico e social, foram o início da campanha de incêndios que ano após ano esnaquiçam a Galiza inteira. As ações de prevenção e combate contra o lume que nestes mais de 25 anos se vêm tomando pelos diferentes governos, quase que sempre do Partido Popular, demonstraram-se e demonstram-se insuficientes e sobretudo erradas. Prova disto é que não há ano em que as lapas não sejam notícia de destaque nos médios de comunicação, arrasem grandes extensões de monte baixo e arvorado, acabem com os melhores entornos ecológicos do nosso país como aconteceu estes dias que se passaram em Chandreja de Queixa, espaço da Rede Natura, e não ponham em risco ou acabem com a vida de vizinhos e vizinhas da Galiza.
Desde 1988 até ao dia de hoje na Galiza, e segundo dados oficiais, têm-se produzido mais de 100.000 incêndios florestais que queimaram mais de 500.000 ha de monte, das quais cerca de 200.000 eram arvoradas. Desde 1995, há uns 10.000 incêndios cada ano, um incêndio por cada 2 km2 de superfície florestal –a média espanhola é de um incêndio por cada 25 km2. Na Galiza, com o 7,7 % da superfície florestal espanhola, acontecem o 45% de todos os incêndios, estando un 30% da superfície florestal afectada.
O monte é um setor estratégico para a sustentabilidade ecológica e social do país nosso. Os incêndios causam graves prejuízos ambientais, sociais e económicos. Seguem a ser um dos principais problemas da Nossa Terra. Não é possível avançarmos na solução deste problema que nos atinge a todos e todas sem informação, educação ambiental e participação social.
As pessoas e organizações abaixo assinantes emprazamos o governo da Junta para tomar em consideração as medidas que abaixo se enumeram. Alertamos a todos os galegos e galegas de bem para o povo na sua totalidade funcionar como o serviço de alerta, posta em conhecimento e denúncia perante as autoridades competentes de todos os dados e informações relativas à existência de lumes, às causas do início dos mesmos e às possíveis faltas de operatividade na sua prevenção e combate.
Do mesmo jeito, ficamos emprazados e emprazadas, como Assembleia Galega Contra o Lume, para exigir das diferentes administrações com competência as medidas corretoras necessárias nas políticas de prevenção e combate que se estão a aplicar, para rematar de uma vez por todas com a flagelo dos incêndios que ano após ano produzem o dano ecológico mais importante no território galego, e empregando se fosse preciso a mobilização dos galegos e das galegas para conseguir este fim.

DEZ MEDIDAS PARA LUTAR EFICAZMENTE CONTRA OS LUMES
.-Um ordenamento territorial em concordância com as características do nosso país, em que o monte ocupa uns 2/3 do território e com a maior densidade de núcleos de população da Europa. Evitar o despovoamento, o abandono dos usos tradicionais e a florestação de terras agrárias ao tempo que se fomentam alternativas produtivas sustentáveis para o meio rural.
.-Uma nova política florestal que promova a multifuncionalidade do monte e proteja as suas funções ecosistémicas (regular o ciclo hídrico, sumidouro de carbono, reserva de biodiversidade) e sociais.
.-Um novo Plano Florestal que contemple os montes como algo mais que fornecedores de madeira barata para triturar ou queimar, que limite a expansão das espécies pirófitas e alóctones e que promova uma silvicultura preventiva e sustentável.
.-Incrementar os esforços e os investimentos em prevenção, que deveriam ser superiores aos de combate. Os lavores de prevenção, vigilância, luta contra o lume e regeneração devem desenvolver-se durante todo o ano.
.- Planificar e desenvolver programas de regeneração hidrológico florestal nos montes queimados para evitar a perda de solo e a erosão, proibindo a mudança de usos e a especulação nestes terrenos.
.- Lavores de regeneração da vegetação natural nas zonas queimadas.
.- Promover o incremento dos montes públicos e reforçar as funções das Comunidades de Montes Vizinhais em Mão Comum, impedindo a sua privatização e a entrada de capital especulativo no monte.
.-Profissionalizar as equipas de prevenção, deteção, combate e regeneração dos incêndios, que devem estar baixo um mando único dependente da Junta da Galiza, evitando privatizar os seus serviços.
.- Rapidez e transparência no aceso à informação sobre os lumes, pondo ao dispor da cidadania as ferramentas informáticas e de comunicação precisas.
.-Fomentar a Educação Ambiental a todos os níveis para promover na sociedade valores e comportamentos compatíveis com a preservação do meio. Formar e informar particularmente às Comunidades e proprietários de montes, para promover o sentimento de vencelho e identidade positiva entre a vizinhança e o monte.
CODA: Os incêndios deveriam tratar-se como um “assunto de país”, fugindo da utilização partidista, a demagogia e o curto-praçismo. Nenhum governo pode resolver os lumes numa legislatura. Cumpre pois um amplo consenso político e social na luta contra os lumes.





FEDERACION ECOLOXISTA GALEGA

ADEGA

VERDEGAIA

SLG

ANAGACI

PLATAFORMA FRAGAS DO EUME

PLATAFORMA POLA DEFENSA DE CORCOESTO E BERGANTIÑOS

AMARANTE

FORO SOCIAL DE CANGAS

ASOCIACION PETÓN DO LOBO DE CORCOESTO

ALTERMUNDO

FUCO BUXAN
COLECTIVO ARTABRA 21



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