Petição Pública
A CIDADE QUER UM CENTRO COM VIDA

Assinaram a petição 108 pessoas
Esta petição pretende o apoio do maior número de sanjoanenses, residentes, empresários e frequentadores assíduos do concelho de S. João da Madeira.

Na apresentação pública do “Novo projeto para a Praça” foi evidente o desagrado da grande maioria dos presentes.

No presente, é já evidente a desertificação comercial e humana do centro da cidade.

Agora, já imaginou o futuro da Praça Luís Ribeiro e ruas adjacentes sem a Drogaria Neves, as Mentes Brilhantes (que tem mais de uma centena de jovens), a Tabacaria Glória e a Farmácia Central, Escola de condução Ribeiro, um futuro Hostel, entre outros? Pois bem… Estes espaços ponderam sair para outros locais caso este “novo projeto para a praça” avance.

Não queremos este projeto…
Entendemos que este “novo projeto para a praça” dificulta ainda mais o acesso ao centro urbano, retira lugares de estacionamento existentes na rua do Dourado, na rua Oliveira Júnior, Rua Colégio Castilho, assim como, um numero considerável de lugares na rua João de Deus, sem criar bolsas nem parques de estacionamento suficientes de proximidade. A arborização é excessiva e a falta de um equipamento lúdico infantil são também motivos de descontentamento.

O comércio, a restauração e a noite está deprimido, existe um progressivo esvaziamento da praça. Quanto menos oferta menos procura, e quanto menos pessoas, menos se justifica a abertura de novos espaços e serviços e menos se justifica a organização de eventos naquela zona. A abrangente área pedonal, que noutros tempos talvez tenha feito sentido existir, deixa de o fazer, dado o abandono. A inacessibilidade por automóvel e a falta de estacionamento só veio piorar as condições de visibilidade do comércio, que foi lentamente definhando.

É necessário reafirmar a praça como o espaço público por excelência da cidade, como o centro da polis que outrora foi.

As memórias são muitas e boas do tempo em que o centro da cidade era composta de um calor humano invejado pelos nossos vizinhos.

A praça era um ponto de encontro de pessoas e bens provenientes de vários locais da região e do País. Num raio de 100m condensavam-se serviços públicos e privados, meios transporte comércio, diversão e lazer.

Com a evolução da condição económica da cidade e com o surgimento do automóvel novas vias foram rasgadas mais ou menos paralelas às existentes e a cidade ampliou-se e dispersou-se. Hoje, quando olhamos para a cidade apercebemo-nos de uma grande densidade de edifícios e arruamentos no centro urbano e mais atentamente de um anel de avenidas que contorna este centro cívico, pedonal e VAZIO…

São João da Madeira é uma cidade que sucessivamente se “demoliu e reconstruiu” procurando sempre ser mais eficiente, mais racional, mais moderna, procurando proporcionar um maior n.º de vantagens aos que usufruem dela.

Contudo, no meio deste processo todo de otimização, de procura de espaços e condições adequadas, de boa vontade e empreendedorismo as pessoas afastaram-se da praça e do centro cívico da cidade e tornou-a mais pobre do ponto de vista humano.

Se este mesmo centro vai voltar a ter, apesar dos milhões gastos nesta zona ao longo dos anos, então, que se pense bem para gastar melhor. Que se realize uma requalificação e revitalização que vá de encontro às necessidades da cidade e nomeadamente de quem desenvolve a sua atividade económica naquele espaço.

Queremos…
O anterior projeto aprovado por, unanimidade, no anterior mandato (2017), onde a consulta pública foi amplamente debatida, com sugestões e participação da comunidade. Este contemplava um equilíbrio entre a circulação automóvel e área pedonal (com a possibilidade de fechar a via nos eventos), estacionamento de proximidade, espaço lúdico (parque infantil) e zonas verdes.
Acreditamos que o anterior projeto, vencedor do concurso de ideias, favorece a sustentabilidade do centro e comércio urbano, com o reforço da proximidade, competitividade, atratividade e acessibilidade.

Somos empreendedores, somos ambiciosos, somos bairristas. Vamos recuperar o papel da Praça Luís Ribeiro como centro estratégico da cidade nas várias vertentes.

Se concorda, ajude-nos a devolver o Centro à cidade, aos sanjoanenses…





Em anexo a proposta de intervenção que concordamos do projeto aprovado por unanimidade.
pagina 3
Concurso Público de Ideias de Conceção para a Reabilitação e Revitalização do Centro da Cidade de São João da Madeira
Dossier de apresentação
1.2. Proposta de intervenção
Tendo em conta a análise crítica multidisciplinar ao estado atual da área de intervenção anteriormente apresentada, propõe-se que a revitalização e regeneração urbana se façam por meio de um plano estratégico com as seguintes vertentes fundamentais:
> Limpeza, unificação e homogeneização dos espaços públicos em toda a área de intervenção, com a perspetiva de mais tarde ser criar regras semelhantes para o mesmo ser expansível a todo o concelho.
> Recuperação do papel da Praça Luís Ribeiro como centro estratégico nevrálgico da cidade nas várias vertentes (equipamentos, mobilidade, comércio, cultura, etc.)
> Criação de um espaço público central e icónico nessa praça que simultaneamente potencie a criação de eventos e reanime o centro, e que ao mesmo tempo crie uma nova imagem da cidade. > Introdução massiva de áreas e corredores verdes e parques, como grande elemento diferenciador deste espaço relativamente à concorrência exercida por outros (grandes lojas, centros comerciais ou outros centros urbanos que não o possuam). Este poderá ser o maior trunfo de futuro da cidade: uma cidade verde.
> Melhoria do sistema de transportes: melhor acessibilidade ao centro por via pedonal, ciclável, transporte público, táxis e transporte individual.
> Implementação de um sistema de estacionamento eficaz e regulado, sempre que possível na proximidade do comércio, serviços e habitação, mas só quando tal não implique degradar a qualidade do espaço público pedonal e ciclável.
> Dinamização do comércio local, pela organização de eventos conjuntos e outros incentivos, pela criação de um sistema uniforme de lettering, esplanadas reguladas e iguais, e de um mapa do centro com a localização dos estabelecimentos de forma classificada.
> Investimento no atracão de serviços e comércio para edifícios devolutos e espaços livres e na dinamização do turismo local • Proposta de parcerias com privados para criação de novas formas de habitar, mais centradas em pequenas tipologias para atrair uma população mais jovem, em contraponto à oferta existente baseada em tipologias familiares.
> Valorização e reabilitação do património edificado, em parcerias entre o município e os investidores privados.
> Preparação das possibilidades de construção nova em espaços ainda sobrantes (são poucos), prevendo que incluam funções âncora para o centro e que respeitem a harmonia do edificado já existente Os critérios gerais da conceção do projeto baseiam-se na crença de que a reformulação do espaço público, que é a primeira responsabilidade da autarquia será a pedra fundadora que pode criar uma dinâmica de mudança que irá reverter o processo de desertificação do centro, potenciando novas sinergias ao nível cultural e económico e dinamizar de forma crescente este espaço urbano. Não será certamente suficiente, mas será o primeiro passo a dar. Sendo assim, o que se propõe, de forma geral, é que, não obstante o plano estratégico apresentado que versa as mais diversas componentes da regeneração e revitalização urbana, se dê prioridade à reformulação do espaço público e circulações, com algumas propostas de ocupação de edificados pontuais, servindo tudo isto de base fundadora e potenciadora das sinergias que naturalmente surgirão com o tempo, já que o problema do declínio do centro não se resume a arquitetura e espaço público, mas atravessa as mais variadas vertentes. A viabilidade económica da proposta é clara e demonstrada na sua estimativa orçamental. A Câmara Municipal opera as transformações faseadas no espaço público e promove junto de privados algumas parcerias pontuais para potenciar a revitalização do comércio, serviços e restauração. A proposta foi pensada a dois níveis: a área de intervenção e uma área mais lata, com especial relevância a área da ARU, já que determinado tipo de transformações na área de intervenção pressupõe certas alterações no resto da cidade. Como mero exemplo dá-se a ligação entre o centro e a zona industrial da Oliva, nomeadamente a Oliva Creative Factory, que é um novo polo de atração da cidade e até à qual foi prevista uma ligação em ciclovia. O verde unifica, regulariza e qualifica, tapa organiza e dá qualidade. É uma das vertentes mais importantes desta proposta. Transformar este centro urbano num centro verde dará não só aos habitantes maior qualidade de vida, mas potenciará uma competitividade com os restantes equipamentos e centros urbanos à sua volta inigualável. É necessário valorizar e afirmar a cidade, investindo num projeto equilibrado, sóbrio, contido, e, acima de tudo, para durar. Deve ser procurada uma solução boa, digna, de qualidade, e que se demonstre durável. Durável na resistência dos materiais, mas também na perenidade do desenho.


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