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"PLATAFORMA «PORTUGUESE COACH WAY»" - PELA CRIAÇÃO DE ESTRATÉGIAS PARA A PROMOÇÃO E ENQUADRAMENTO DO TREINADOR PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO

Para: TREINADORES PORTUGUESES

O Futebol Português, o Treinador de Futebol e a Abordagem Metodológica:
A “Marca”; o “Promotor”; e o “Processo”: - passos para a Credibilização no Exterior!*

*por Plataforma “Portuguese Coach Way”



Exmos. Senhores

Presidência da Republica
Secretária de Estado da Juventude e do Desporto
Ministério dos Negócios Estrangeiros
Instituto Português do Desporto e Juventude
Federação Portuguesa de Futebol
Associações de Futebol Distrital
Liga Portugal
Associação National de Treinadores de Futebol
Confederação Lusófona de Treinadores


Esta é uma carta aberta, sobre a temática supracitada e subscrita por Treinadores de Futebol Português, que se identificam pelo nome completo, associando Numero de Identificação do Cartão do Cidadão e Número da Cédula de Treinador do IPDJ, afim de credibilizar o processo.

No seguimento de um cada vez maior numero de treinadores portugueses a trabalhar no estrangeiro, destacam-se os números de treinadores na R.P. China, essencialmente ao nível de projetos de formação.

Na sua grande maioria, encontram-se dispersos, em pequenos grupos, em diferentes projetos, por quase todo o território… e são reconhecidos pela imagem do Futebol de onde são oriundos (Jogadores, Seleção Nacional, Treinadores, criação de talentos, bons negócios, …) assim como pelo elevado grau de profissionalismo, dinâmica do treino e enorme capacidade de adaptação ao contexto, gerando um excelente nível de relacionamento socio-desportivo, com os praticantes (e outros elementos desta cadeia), gerando níveis de confiança inter-pessoal- profissional muito acima da media.

Seguramente que este cenário se passa noutros países e esta abordagem tenta ser transversal a essa realidade… mas há alguma especificidade, tanto pela dimensão do país, como pelo nível de desenvolvimento do Futebol e os projetos a ele associados.

No entanto a maioria dos projetos, neste contexto, são essencialmente enquadrados numa de duas perspetivas: a empresarial (com academias de gestão privada) ou a de desenvolvimento de projetos comunitários/ locais (agrupamentos de escolas ou associações de futebol). Isto deve-se ao reduzido enquadramento desportivo dos clubes (mais centrados no futebol profissional).

Esta realidade associada ao inicio do Plano Nacional de Desenvolvimento do Futebol (na R.P. China), nos últimos 3 anos, permitiu aumentar exponencialmente o numero de treinadores estrangeiros.

Nós (Portugueses), independentemente da reconhecida qualidade, estamos a “perder terreno” para outras nações ao nível do envolvimento e recrutamento do número de treinadores, por falta de enquadramento. Alguns de “nós” estão já a ser absorvidos por projetos de outros países.

Porque Portugal forma treinadores.
Porque é importante utilizar esses recursos.
Porque há muitos treinadores interessados numa experiencia no estrangeiro.
Porque o mercado Português não consegue “absorver” todos.
Porque há mercado internacional aberto a receber-nos, …

Apelamos à reflexão, urgente, sobre soluções, afim de não perdermos a oportunidade por falta de timing. Como tal apresentamos alguns pontos para vossa análise:

CERTIFICAÇÃO/ ENQUADRAMENTO PROFISSIONAL E METODOLÓGICO

• Certificação pelos organismos federativos do estatuto de treinador
• Criação de um enquadramento para os treinadores de futebol que se encontram a trabalhar no Futebol de Formação, que eleve a “marca” «Futebol Português», certificando a habilitação do treinador para o “representar” (mesmo que para tal seja necessária uma ação de formação/ certificação adicional)
• Criação de Manual de Suporte Técnico Básico (documental, por níveis – pelo menos em Inglês e posteriormente até traduzido no idioma local) que permita a validação/ reconhecimento/ enquadramento de um “Modelo Geral de Abordagem Metodológica para o Ensino do Futebol” («Made in Portugal»). É uma questão de credibilização do processo e da “marca”!
• Contabilização, em ponderação, do tempo em serviço no estrangeiro (devidamente justificada) para efeito de experiencia profissional, nos momentos de inscrição e seleção para formação (cursos UEFA)

PROTOCOLOS

• Disponibilidade estratégica das Organizações, ligadas ao fenómeno do Futebol, em Portugal, para estabelecerem protocolos com as organizações dos países em que haja interesse para estabelecer parcerias, afim de melhorar o reconhecimento ao nível das habilitações e funções, assim como o enquadramento para potenciar o desenvolvimento através da credibilização dos processos, aumentando assim, seguramente o potencial de mercado para o “Treinador Português”

FORMAÇÃO CONTINUA

• Reconsideração da ponderação atribuída pelo IPDJ (para efeitos de renovação da Cédula Profissional) à formação obtida via on-line (atualmente apenas valida 50% dos créditos). Isto coloca os valores de cada unidade de crédito acima dos 60€-80€. • Incentivo aos promotores à realização de formações creditadas com possibilidade de serem igualmente online. O número atual de formações que possibilitem o on-line é muito restrito e muitas vezes impeditivo de atingir os créditos necessários, reduzindo igualmente o leque de escolha dos treinadores, por áreas de interesse.
• Os principais fóruns/ congressos nacionais de treinadores, ou com números de treinadores registados superior a um determinado número (que, de alguma forma, traduz a importância e/ou abrangência de interesse sobre o mesmo), deveriam ter, obrigatoriamente, suporte para acompanhamento e creditação on-line.

FORMAÇÃO DE INICIAL DE TREINADORES - NÍVEIS UEFA

• Possibilidade de acesso aos diversos níveis de curso de treinador (da responsabilidade das Associações de Futebol Distritais ou da Federação Portuguesa de Futebol), via online, nomeadamente na componente teórica, assim como a definição atempada dos períodos de componente prática, afim dos treinadores poderem organizar, junto da entidade empregadora (assim como a sua decisão pessoal) para estarem presentes e não terem de atrasar no tempo essa presença, por falta de planeamento.

APOIOS

• Jurídico na produção de contratos tipo ou definição de pontos fundamentais ou de base, para a salvaguarda do treinador português em situações de conflito fora do âmbito das entidades desportivas federativas.
• Definição do enquadramento social, carreira contributiva e da assistência médica no país de destino, assim como seguros pessoais (doença, morte ou invalidez)
• Estrutura de acompanhamento dos protocolos realizados afim de garantir a qualidade dos mesmos, na salvaguarda da imagem e da “marca” «Made in Portugal», associada.

IDEIAS ESTRATÉGICAS

• Criação de uma agência de comunicação oficial sobre o Futebol Português, utilizando as plataformas dominantes em cada país. • Utilização dos treinadores como elementos de promoção e identificação da “marca” «Futebol Português», com a possibilidade de integrar alguns que estejam no terreno, na criação de equipa (ou equipas) de trabalho para a promoção do “Treinador Português”, afim de enquadrar as necessidades e as estratégias. • Criação de uma plataforma de base de dados de treinadores que trabalhem no estrangeiro (credível pela apresentação de documentação oficial e atualizada), independentemente do nível em que trabalham, com um questionário no registo sobre enquadramento, dificuldades, necessidades e carências. Obriga a atualização anual;
• A criação de documentos de suporte sobre “Abordagem Metodológica para o Ensino do Futebol” deverá ser adaptada à realidade das necessidades de formação dos treinadores do país de enquadramentos (fundamental!...pois o nível de conhecimento do treinador da base é normalmente rudimentar), por níveis (partindo do muito básico), traduzido para a língua local, que emita um “certificado” de participação de algo que se pode chamar, por exemplo, “FOOTBALL COACHING – PORTUGUESE WAY – Level 1 (Level 2, …)”.
• Criação e realização anual, em Portugal, de um curso, formato condensado, em regime de internato, UEFA C, para estrangeiros, em Inglês, com entrada preferencial a todos quantos realizaram alguns dos níveis anteriores deste “FOOTBALL COACHING – PORTUGUESE WAY”, no país de origem (enquadramento a definir).



CONCLUSÃO:

IPDJ – Títulos Profissionais de Treinadores de Desporto (TPTD) 2010-2017 *

TOTAL: 44.040 TPTD emitidos até ao final de 2017.


Títulos Profissionais de Treinador/a emitidos, por grau de qualificação: Grau I (61%) e de Grau II (29%).
Apenas 10% são de Grau III ou IV.


FUTEBOL: 13.664 (corresponde a 30% dos TPTD emitidos) …aproximadamente mais 10.000 TPTD emitidos do que a segunda modalidade (Natação: 3.891)
*fonte: “Infografia IPDJ TD 2010-2017”


Tentamos nesta missiva passar, por um lado, uma mensagem de alerta, de sensibilização e de esperança para as reais possibilidades de enquadramento do “Treinador Português” (principalmente no estrangeiro – no caso com incidência sobre a China – e em contextos de desenvolvimento do Futebol de base), assim como referimos a necessidade estratégica para aumentar e concretizar este potencial.

Esta é uma abordagem que apela à união da/e entre a classe e os organismos com capacidade de intervenção estratégica para a reflexão sobre as estratégias passíveis de serem desenvolvidas, com a maior brevidade possível, pois há questões que se prendem com “timing” de oportunidade (e concorrência), e credibilidade do enquadramento, derivando, obviamente, na maior proteção e penetração do Treinador Português, nestes contextos de intervenção.

É fundamental que os organismos com responsabilidades no Futebol Português e na Formação de Treinadores em Portugal, entenda que não devemos continuar a promover-nos no estrangeiro, em determinados contextos e mercados, utilizando simplesmente os “clichés” de “as melhores academias de formação”, “os melhores treinadores” e os “melhores jogadores” do mundo. São necessárias estratégias para comunicar e potenciar essa informação (e conhecimento) afim de promover a consolidação, o apoio e o desenvolvimento das carreiras, assim como a “marca” Futebol Português, nos mercados internacionais, uma vez que as referências já existem.

Não percamos a oportunidade.

Não há mercado interno para todos os treinadores.

Há mercado externo emergente. Há treinadores disponíveis.

Estamos disponíveis para nos envolvermos numa real plataforma para desenvolver soluções.



Atentamente
Plataforma “Portuguese Coach Way”


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