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Carta aos jovens portugueses pela libertação de Ahed Tamimi e de todos os jovens palestinos presos por Israel

Para: Jovens portugueses

Sou portuguesa e tenho dezasseis anos. O nosso país é pacifico e não sendo rico vivemos aqui com liberdade e gozamos dos direitos indispensáveis para se ser feliz Não conheço muito da vida dos jovens em países distantes. Conheci a história de Anne Frank através do seu diário que li na escola, a história de Malala e agora chega-me a informação da história de vida de Ahed Tamimi, a jovem palestina que está presa por Israel.
E sinto necessidade de partilhar o que sei da vida desta rapariga da minha idade com os meus amigos, os meus colegas, a minha família, preciso de fazer tudo o que puder para que o martírio dos palestinos presos termine. E com a voz cheia de lágrimas preciso de gritar que parem com a violência sobre os jovens e as crianças que protestam contra os abusos de Israel. A terra que eles têm vindo a roubar ao povo da Palestina para além da divisão que foi feita em 1948 é um escândalo. Casas, campos, hortas, cidades, é como se tudo fosse deles. Um enorme muro divide a Palestina separando as aldeias e povoações da terra a que deviam chegar por direito. Vi num mapa é vergonhoso para quem o faz e para quem o consente.
E todos os dias aquele povo indefeso vê diminuir o seu território e a sua possibilidade de viver em paz.
Ahed Tamimi pertence a uma família que luta pelo direito à sua terra e à sua água e à sua liberdade. O seu pai Bassem já foi preso mais de dez vezes e sua a mãe já foi detida cinco vezes. A sua casa foi invadida e devassada mais de 150 vezes por tropas de Israel. O seu irmão mais novo já foi preso e no dia 15 de Dezembro o seu primo Mohamed Tamimi de 15 anos foi atingido na cara por uma bala revestida de borracha que lhe penetrou no crânio.
Nesse dia Ahed reagiu aos militares que a agrediram também a ela. A imagem da sua reacção à violência dos soldados correu mundo e agora, com dezasseis anos está com certeza sujeita às maiores violências. E eu que nunca vi um tiro senão no cinema, que nunca vi polícias a bater em jovens senão na televisão, penso no meu país. Penso se um dia ocupassem a terra onde nasci, se me invadissem a casa, se me prendessem o pai e a mãe, se me matassem os primos e irmãos, se construíssem um muro que me impedisse de visitar os meus avós…
E penso que nós jovens que vivemos tranquilos, em paz nesta Europa, temos o direito de exigir que a União Europeia não permita a inclusão de Israel como parceiro nos seus negócios, nas nossas Bolsas de Estudo, nos nossos Festivais, enquanto não transformar a sua prática num comportamento democrático e humano e que Portugal faça tudo para que tal venha a acontecer.
Todos juntos temos o direito de exigir que sejam libertados os cerca de 300 presos menores que estão a ser maltratados nos cárceres de Israel.
Os menores devem ser corrigidos e ensinados se estiverem a errar. Não devem ser torturados, nem presos, nem ver o seu futuro destruído. Muito menos se estiverem heroicamente a defender a sua terra.
E por isso proponho um movimento de jovens que subscreva comigo esta carta que exige o cumprimento dos direitos humanos que todos os estados devem respeitar e que Israel todos os dias transgride brutalmente.
Liberdade para Ahed Tamimi e para todos os menores palestinos presos por Israel.


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