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Pela semana de seis dias para o futuro da economia nacional

Para: Ministro da Economia

Exmo. Sr. ministro,

O recente conflito laboral na fábrica da Autoeuropa oferece uma oportunidade histórica para a competitividade da economia nacional e para o futuro do nosso país.
Raramente houve na sociedade portuguesa um tão amplo consenso sobre uma questão laboral, pelo menos a julgar pelas comunicação social, pela generalidade dos opinion makers e pelas redes sociais, que são agora barómetro fiel da opinião pública no nosso país, pelo menos da que interessa, a patriota e trabalhadora.
Parece que a generalidade dos trabalhadores do nosso país concorda com a semana de seis dias, com a obrigatoriedade do trabalho aos sábados e com a necessidade de defesa dos respetivos postos de trabalho, para evitar assim despedimentos ou deslocalizações, estando assim manifestamente aberta e disposta a uma profunda revisão do Código de Trabalho e a flexibilização de horários que permita à indústria e à economia nacional ser competitiva num mundo globalizado.

É aliás digno de nota que uma grande maioria dos portugueses afirme já ter trabalhado aos fins-de-semana, sem consequências na sociabilidade, saúde ou estabilidade das suas vidas familiares.
A maioria dos trabalhadores portugueses entende a necessidade de defender o seu posto de trabalho e mostra-se disposta a ceder direitos e a sacrificar-se pelo bem comum.

Este amplo consenso social abre portas a uma grande renegociação do contrato coletivo de trabalho, primeiro na função pública, mas necessária e obrigatoriamente extensível ao setor privado.

A revisão em causa permitiria ao setor e serviços do estado e ao setor privado amplos ganhos de produtividade, servindo como importante íman de atração de investimento estrangeiro em todos os setores da nossa economia, sobretudo os de mão-de-obra intensiva, naturalmente os mais pressionados pela globalização e pela deslocalização para países do terceiro mundo.

Sendo a Autoeuropa e os seus trabalhadores responsáveis por 3 por cento do PIB nacional, o objetivo desta petição é estender o modelo laboral da Autoeuropa aos produtores dos restantes 97 por cento do PIB.
Os proponentes desta petição sugerem que as principais propostas da administração da fábrica da Autoeuropa sejam adaptadas às realidades e idiossincrasias de cada sector e empresa, num quadro de flexibilidade e negociação entre administrações e Comissões de Trabalhadores.
Os sindicatos, esses devem ser afastados desta concertação social, porque sabemos que são apenas instrumentos de política partidária, contrária aos altos interesses nacionais. Assim sendo, e ao abrigo deste amplo consenso nacional, o regime laboral do nosso país passaria a ter os seguintes instrumentos de competitividade:
- Semana de trabalho de seis dias, com obrigatoriedade de trabalho aos sábados.
- Criação de turnos de trabalho noturnos, com obrigatoriedade de cada trabalhador fazer pelo menos uma semana de turno noturno por mês.

Em compensação, os abnegados trabalhadores portugueses passariam a ter as seguintes regalias, equiparáveis às dos privilegiados colaboradores da Autoeuropa:

- Redução do horário de trabalho semanal para 38 horas
- Segunda folga semanal rotativa, além do domingo
- Possibilidade de gozar dois dias seguidos em casa de três em três semanas
- Mais um dia de férias
- Mais 175 euros mensais e 25% de subsídio de turno.
- Paragens para xixi passam de 7 a 10 minutos, com direito a duas por dia.

Obviamente que nem todas as empresas portuguesas têm a capacidade financeira de uma VW para oferecer um quadro tão completo e atraente de regalias. A marca alemã reservou 17 mil milhões de euros para pagar as indemnizações e multas resultantes do escândalo das emissões de CO2, tendo por isso margem negocial para oferecer este excelente pacote de regalias aos seus colaboradores em Portugal ou na fábrica da Eslováquia, que recentemente fez greve pela ridícula razão dos eslovacos não aceitarem receber um terço da remuneração dos seus colegas das fábricas alemãs.

Ao abrigo deste novo contrato social e laboral, as empresas poderiam negociar valores de compensação abaixo dos 175 euros mensais, fixando um valor indexado aos ordenados praticados, por forma a manter a sua competitividade, poder melhorar os seus resultados financeiros e assim melhor remunerar os acionistas e obviamente defender melhor os postos de trabalho.

Os proponentes desta petição acreditam que ela reunirá amplo consenso nacional e permitirá que o nosso país se torne rapidamente uma das economias mais competitivas do mundo com crescimento na ordem dos dois dígitos logo no primeiro ano de aplicação do novo regime.

Por isso se concordas e aceitas que o teu regime laboral passe a ser equiparado aos dos trabalhadores da Autoeuropa, por favor, assina a presente petição, que pressupõe uma adesão imediata e voluntária à semana de trabalho de seis dias. Por favor envia esta petição a todos os teus amigos do facebook e colunistas e comentadores de jornais e televisões e políticos que se mostraram a favor do novo regime laboral da Autoeuropa.

Por um país competitivo e próspero, para a Frente Portugal!


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