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Declaração da casa do escritor Dias de Melo na Calheta do Nesquim; município das Lajes do Pico, Pico-Açores; imóvel de interesse público.

Para: Presidente da Assembleia da República Portuguesa, Presidente da República Portuguesa, Primeiro Ministro de Portugal, Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Presidente do Governo Regional dos Açores, Secretário Regional da Educação e Cultura dos Açores, Diretor Regional da Cultura dos Açores.

Exmo. Senhor Diretor Regional da Cultura

A câmara municipal das Lajes do Pico está a ultimar a candidatura para propor a classificação da cultura baleeira pela UNESCO, como património da humanidade, dada a carga Histórica e as marcas no concelho daquela atividade, patentes na música, arquitetura e literatura. Candidatura que será muito provavelmente aceite, já que a UNESCO se encontra especialmente empenhada em que as Regiões assumam o seu património cultural oceânico.
Estamos cientes que a cultura ligada à baleia, que se desenvolveu desde o séc. XIX em atividades com inúmeros reflexos e hoje convertida na observação de cetáceos, tem como expoente máximo da sua expressão nos Açores, precisamente as Lajes do Pico.
Sabemos ainda que uma das vertentes fundamentais do projeto candidato é habilitar o casario ligado à baleação. E que a própria Assembleia Regional dos Açores considerou os botes baleeiros e todas as manifestações e construções adjacentes o mais importante vestígio material deste património.
Uma classificação pela UNESCO aumentará de imediato a exigência em termos de preservação para usufruto do presente e para futuras gerações; a notoriedade internacional que tal classificação procura exigirá dos vários agentes públicos e privados uma acurada intervenção no território, norteada pelo respeito e manutenção do património físico e imaterial.
Neste contexto, gostaríamos de expressar a nossa preocupação pelo destino reservado à casa do escritor Dias de Melo, na Calheta do Nesquim, lugar emblemático da referida cultura, onde o escritor nasceu e escreveu toda a sua obra, posto onde vigiava com os seus binóculos os cetáceos que lhe serviram de inspiração.
No Alto da Rocha do Canto da Baía, é impossível dissociar esta construção, tal como se encontra, da obra de Dias de Melo, toda ela ligada ao património que envolve e recupera a memória dos homens do mar, da sociedade picarota e da saga dos botes baleeiros.
É facto indiscutível que hoje não se pode falar deste fenómeno a nível mundial e esquecer o contributo da inteira obra de Dias de Melo.
É ainda de comum conhecimento que o turismo cultural tem vindo a expandir-se globalmente, enquanto forma de aproximação e intercâmbio entre povos e valorização de vivências, ou dinamização mundial dos diferentes contributos.
Assim sendo, o movimento de cidadãos abaixo subscritos pretende que a casa do escritor Dias de Melo seja considerada pelo Governo dos Açores imóvel de interesse público e alvo da proteção que tal medida implica, tendo sido esta também a vontade expressa do escritor, e uma vez que o acima exposto demonstra como tal atitude reverterá para o reconhecimento do modo de pensar, sentir e viver intrínsecos a uma forma de cultura que tem as raízes na nossa Região.
Agradecendo desde já a atenção e consideração pela presente proposta e pelos factos expostos, de máximo valor para nós e para todos os açorianos,
Com os melhores cumprimentos
Os abaixo assinados

Fernando Ranha (Editor da Ver Açor Editores)
Roberto Silva (Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico)
Manuel Francisco Costa Júnior (Diretor do Museu Regional do Pico, Presidente da Comissão Consultiva do Património Baleeiro Regional)
Genuíno Madruga (Mestre Pescador, Empresário)
Agostinho Ramos da Silva (Vice-Almirante)
Madalena San-Bento (Professora, Escritora)
Luís Paulo Elias Pereira (Advogado, Presidente do Conselho Regional dos Açores da Ordem dos Advogados)
Hildeberto Peixoto (Vice-Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico)


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