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Contra a construção de parque de estacionamento subterrâneo no Largo Capitão Pinheiro Torres de Meireles, na freguesia da Foz do Douro, Porto.

Para: Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto

Custa-nos a crer, mas tudo aponta para que a ideia de construir um parque subterrâneo no Largo Capitão Pinheiro Torres Meireles (ainda hoje conhecido por Largo de Cadouços), na Freguesia da Foz do Douro, no Porto, seja verdade. Segundo informações obtidas, quer na página oficial da Câmara Municipal do Porto, quer em outros meios de comunicação como jornais e redes sociais, a CMP prepara-se para levar a concurso, já neste trimestre, o projeto de construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Largo Capitão Pinheiro Torres Meireles, estando a respetiva construção programada para o último trimestre e a abertura para o início de 2018.
Segundo o que vai sendo lido, o referido parque de estacionamento terá 4 meios pisos e poderá ter entre 13,50 e 16,50 mts de altura em subsolo, com respetivas rampas de acesso.

O que fica em causa com este Projeto?

– Está em causa o valor patrimonial e, principalmente, a estabilidade estrutural das casas centenárias e dos edifícios do Largo, uma vez que terão de ser realizadas profundas e extensas perfurações no solo, atendendo que o mesmo é solo rochoso e de grande resistência, encontrando-se rocha a cerca de 3/4 mts de profundidade. Já foram realizadas leituras do solo que revelam essa realidade.

– Está em causa a descaracterização de uma zona residencial centenária e de grande tranquilidade, apesar da já existente circulação automóvel.

– Está em causa a sobrecarga de circulação automóvel, numa zona residencial que vai passar a ter carros a circular 24h, a entrar e sair do estacionamento, levando a um aumento da poluição, quer sonora, quer do ar. Neste momento, e apesar da circulação diária de carros pela zona, esta é relativamente tranquila e quase absolutamente silenciosa durante a noite, permitindo algo que já pouco se tem na cidade que é o convívio com a natureza. Neste momento é possível todos os dias ouvir pássaros dos mais diversos tipos a cantar e chilrear, ver andorinhas, ouvir o mar. Depois, com o parque de estacionamento, não vamos mais desfrutar ou aperceber de tais encantos.

A CMP alega que o jardim existente quase não tem ocupação devido à inexistência de passeios à volta do mesmo. Só quem não vive no local diz isso. O jardim, propriamente dito, nunca teve passeio e sempre teve ocupação, com grupos de famílias que, tanto durante a semana como ao fim-de-semana, o procuram para conviver e dar espaço às brincadeiras das crianças. Não se compreende que numa altura em que a própria Câmara tem em curso o projeto 100.000 árvores, num esforço para criar espaços verdes e enriquecer a cidade pela biodiversidade, se vá destruir o espaço verde existente, no qual se inclui não só a jardim básico com relva e canteiros como as árvores já existentes, entre elas, Camélias, que a mesma Câmara promove em exposições anuais. Se algo se empunha era melhorar o já existente.

– Está em causa o facto de não ter a CMP dado a conhecer atempadamente nem sequer ter dado a oportunidade a moradores, utilizadores e conhecedores do Largo de se pronunciarem sobre o mesmo.

– Está em causa os moradores, futuramente, não terem oportunidade de estacionar os seus carros, pois existem ainda várias casas sem garagem, vindo, por isso, os seus moradores a ser lesados com o pagamento de estacionamento devido à supressão (segundo o anunciado) do mesmo à superfície.

– Está em causa a CMP não apresentar mais nenhuma alternativa, podendo fazê-lo. Existem outras áreas com mais circulação, de mais fácil acesso (quer a nível de construção, quer automobilístico) como por exemplo a Praça do Império, a zona conhecida como “Ervilha”. Ou ainda, mais simplesmente, a redução (pouco significativa) do perímetro tanto do jardim como da zona onde já existiu um parque infantil, permitindo assim um estacionamento em ambos os lados das vias, sem prejudicar a circulação. Com o que se conseguiria, sem grande dificuldade, obter cerca de 60 lugares (ao todo).
Não é necessário existir um parque público virtualmente “em cima de habitações” para aparcar, o mesmo pode ser feito de outro modo, sem com isso prejudicar o comércio local.

Por último a CMP diz querer facilitar a circulação e descongestionar a circulação automóvel, na Foz, evitando assim acidentes. Neste local nunca ocorreram acidentes de viação (que não fossem meros toques facilmente resolvidos pelos próprios), nem existiu até à data algum atropelamento. A circulação só poderá piorar, uma vez que os automobilistas vão dar mais voltas à procura de estacionamento gratuito.

Reabilitem os passeios, o jardim, a iluminação, pois isso é que caracteriza esta zona antiga, não a desvirtuem com a construção do parque. Não destruam o que é considerado por muitos um dos poucos redutos que restam, acabando com o encantador Largo, ato contrário aos princípios de bom urbanismo e cidade saudável.

Divulgamos esta informação para que todos os interessados dela tenham conhecimento e possam, com a sua assinatura, pronunciar-se sobre o assunto e dar a conhecer à CMP o que pensamos e desejamos. Ajudem a preservar a Foz antiga.

Digam não à “política de betão e do automóvel”.



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